Matéria de julho de 2026 – Dados de junho de 2026

EMPREENDEDORES AVALIAM CUSTOS FINANCEIROS PARA AUMENTAR LUCRATIVIDADE

Motoristas de aplicativo analisam despesas fixas e variáveis para validar investimentos

 

Ao planejar um empreendimento, o primeiro passo é realizar um plano de negócios, considerando desde os simples detalhes de despesas às mais variadas e possíveis dificuldades. Após considerar todas as variáveis, analisada sua viabilidade financeira.

Em qualquer empreendimento, é fundamental analisar os custos envolvidos na operação, sejam fixos ou variáveis. Ambos são passíveis de controle e, muitas vezes, vêm a reboque do tipo de decisão do investimento inicial adotado.

“A diferença principal está na relação de receitas e despesas”, aponta Luiz Antonio Barbagallo, economista da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). “Os custos fixos ocorrem em qualquer atividade, como aluguel, salários, impostos. Já os custos variáveis mudam proporcionalmente à quantidade produzida como matéria-prima, comissões, horas trabalhadas”, completa.

Independentemente do segmento de atuação, os chamados variáveis podem ser reduzidos por meio de medidas operacionais. Em uma indústria, por exemplo, é possível reduzi-los desde as compras das matérias primas até nas aplicações técnicas adequadas à utilização, sem prejuízo da qualidade final do produto.

No caso dos fixos também há possibilidades de redução como nos aluguéis que podem ser reduzidos negociando contratos, trocando de local ou até mesmo decidindo por investir em imóveis próprios.

Ao trazer esses conceitos para o empreendedor, o proprietário de um veículo que tem por objetivo prestar serviços de transporte por aplicativos, também precisa elaborar estudo de viabilidade de seu negócio.

Analogamente a uma empresa que decide pelo investimento em imóvel próprio, o motorista que adquire um veículo por financiamento tem nos juros cobrados uma situação semelhante a quem tem custos com locação.

Contratando um financiamento, o motorista - não proprietário - fica comprometido com juros fixos mensais do financiamento de 36 até 60 meses, podendo, em alguns casos, chegar até 72 meses.

“Trata-se de um cenário no qual a rentabilidade fica prejudicada pelo custo fixo financeiro mensal, com possibilidade de perda de ganho por hora em até 45%, quando comparado àquele que possui veículo próprio”, explica Barbagallo.

Na opção de compra do bem pelo Sistema de Consórcios, haverá significativa redução de custos financeiros mensais e consequentemente no custo final. “Um grupo de consórcio destinado à aquisição de veículos leves que tem, em média, taxa de administração de 15,5%, possibilitará ao empreendedor tomar a decisão de investimento com menor custo fixo”, diz o economista da ABAC.

Ao exemplificar, Barbagallo destaca que “o empreendedor, ao adquirir um veículo no valor de R$ 70.000,00 contratando um financiamento com taxa de mercado de 1,85% ao mês, em 72 meses, pagará parcela mensal de R$ 1.767,15”. Ao completar sua simulação, assinala ainda que “haverá desembolso, só de juros na primeira parcela, de R$ 1.295,00; na segunda, será de R$ 1.286,27; e assim por diante até a última. Seis anos depois, no final, haverá dispendido R$ 127.234,70, sendo R$ 57.234,70 em gastos com juros, portanto aproximadamente 45% mais”.

Quando há opção por uma cota de consórcio, com taxa média de administração de 15,5%, o valor final desembolsado durante o contrato será de aproximadamente R$ 80.850,00. Barbagallo esclarece que “a parcela mensal, em plano de 72 meses, será de R$ 1.122,92, sendo R$ 972,22 de amortização do principal e de R$ 150,70 de taxa de administração. Isto corresponde a uma taxa mensal de 0,2153%, contra 1,85% de juros mensal no financiamento”.

Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC, resume que “Optar pelo consórcio para planejar qualquer empreendimento é, sem dúvida, uma decisão que impactará positivamente os objetivos pessoais ou empresariais com reflexos diretos nos resultados mensais”. A grande procura pelo mecanismo, registrada pelo total de 13 milhões de participantes alcançado em maio, “comprova que o Sistema de Consórcios é uma solução inteligente para investir em ativos geradores de renda”, complementa Rossi.

CONSÓRCIO ENCERRA SEMESTRE COM CRESCIMENTO DE 14,6% NAS VENDAS DE COTAS
Negócios atingem R$ 279 bilhões e participantes ativos avançam 12,6% ao superar 13,36 milhões

No encerramento do primeiro semestre do ano, o Sistema de Consórcios registrou 14,6% de crescimento nas vendas de cotas. Saltou de 2,46 milhões de adesões em 2025 para 2,82 milhões neste ano, de acordo com o levantamento feito pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) junto à maioria de suas associadas.

Ainda na comparação dos seis primeiros meses deste ano versus o mesmo período do ano passado, os negócios decorrentes das vendas alcançaram R$ 278,99 bilhões, 25,5% maior que os R$ 222,39 bilhões anteriores.

Também a soma de participantes ativos aumentou. Enquanto em junho do ano passado havia 11,86 milhões, no mesmo mês deste ano, o total ultrapassou os 13,36 milhões, anotando alta de 12,6%.

Os destaques no primeiro semestre foram os percentuais de crescimento das vendas de cotas no geral e em quatro de seis setores que superaram as estimativas feitas pela assessoria econômica da ABAC para este ano.

Os 14,8% de crescimento no volume de adesões no Sistema de Consórcios estiveram 3,8 pontos percentuais acima da perspectiva de 11,0%. No setor de imóveis, ocorreu a maior elevação. Houve alta de 16,9 pontos percentuais sobre 25,0% preconizados, ao atingir 41,9%. Também em motocicletas, os 8,6% suplantaram os 7,0% previstos.

Mais dois segmentos mostraram aumentos. Enquanto os 21,3% ultrapassaram os 20,0% apontados em eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, em serviços, o projetado 8,5% foi suplantado por 14,0% cravados.

Em contrapartida, em veículos leves os 4,2% obtidos ficaram abaixo dos 6,0% indicados. Todavia, os resultados mensais deste ano apontam por uma possível consecução da projeção. Paralelamente, a perspectiva de estabilidade em veículos pesados para o final do ano esteve inicialmente distante. Apesar de ter começado com (-11,6%) em janeiro, demonstrou gradativa recuperação e chegou a (-6,9%) em junho, uma evolução que sinaliza a possibilidade de alcance até dezembro.

Ao chegar a 13,36 milhões de participantes ativos em junho, ficou registrado 62,7% de crescimento sobre os 8,21 milhões anotados em janeiro de 2022. Neste período, pouco mais de quatro anos, foram obtidos 53 recordes consecutivos, com exceção de abril de 2023.

Ainda de janeiro a junho, o acumulado de contemplações, ocasião que os créditos concedidos podem ser transformados em bens e serviços, atingiu 890,20 mil, 2,6% mais que as 867,44 mil do mesmo semestre de 2025. Os correspondentes créditos concedidos somaram R$ 63,77 bilhões, potencialmente injetados no mercado interno dos setores, 11,3% superiores aos R$ 57,28 bilhões anteriores.

   

O tíquete médio de junho apontou R$ 100,23 mil. O aumento foi de 8,3% sobre o do mesmo mês de 2025, quando havia atingido R$ 92,58 mil. O avanço reafirma o interesse do brasileiro por cotas de valores maiores, compatíveis com sua renda.

“O primeiro semestre do Sistema de Consórcios evidenciou as perspectivas traçadas no início do ano de crescimento das vendas de cotas e dos negócios, apesar da alta da inflação e da influência da desaceleração da economia nacional demonstrada pelos resultados da atividade econômica. No cenário consorcial, quase todos os indicadores mostraram-se positivos, o que permitiu uma trajetória positiva de crescimento. A constante busca por informações sobre educação financeira fazem o consumidor avaliar e planejar a adesão à modalidade. Em muitas oportunidades, o brasileiro tem optado pelo consórcio na hora de adquirir bens ou contratar serviços”, destaca Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC.

DETALHES DOS INDICADORES

VENDAS DE COTAS
No primeiro semestre, o destaque nas vendas foi a média mensal de comercializações registrada. Esteve em 470 mil em 2026, 14,6% acima das 410 mil em 2025.

No acumulado das adesões, 2,82 milhões, a distribuição por setor ficou assim: 995,83 mil de veículos leves; 838,03 mil de imóveis; 759,60 mil de motocicletas; 101,00 mil de eletroeletrônicos; 92,73 mil de veículos pesados, e 33,79 mil de serviços.

Percentualmente nos seis segmentos, cinco registraram alta na soma das vendas: imóveis, com 41,9%; eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, com 21,3%; serviços, com 14,0%; motocicletas, com 8,6%; e veículos leves, com 4,9%. Houve apenas uma retração: veículos pesados, com (-6,9%), contudo, ao longo do semestre, verificou-se tendência de recuperação nos desempenhos mensais neste setor.

CONTEMPLAÇÕES
Os consorciados contemplados por setor ficaram assim distribuídos: 378,97 mil em veículos leves; 339,20 mil em motocicletas; 80,35 mil em imóveis; 49,50 mil em veículos pesados; 21,33 mil em serviços; e 20,84 mil de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis.

PARTICIPANTES ATIVOS
Os percentuais de consorciados ativos em cada setor estiveram assim divididos: 41,3% nos veículos leves; 24,7% nas motocicletas; 24,2% nos imóveis; 7,0% nos veículos pesados; 1,8% nos eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis; e 1,0% nos serviços.

Em cada segmento, no qual o consórcio está presente, dos 13,36 milhões de participantes ativos, a soma ficou assim: 5,52 milhões em veículos leves; 3,30 milhões em motocicletas; 3,23 milhões em imóveis; 932,58 mil em veículos pesados; 238,32 mil em eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis; e 138,82 mil em serviços.

TÍQUETE MÉDIO EM CINCO ANOS
Ao analisar o comportamento dos tíquetes nos meses de junho nos intervalos dos últimos cinco anos, verificou-se valorização nominal de 48,7% na evolução dos valores médios registrados. Ao descontar a inflação (IPCA) de 19,33% do período, na relação da diferença de R$ 67,40 mil, de maio de 2022, para R$ 100,23 mil, no mesmo mês de 2026, houve elevação real de 24,62%.

 

A IMPORTÂNCIA DOS CONSÓRCIOS NA CADEIA PRODUTIVA

Ao longo de décadas, o consórcio tem sido a opção mais simples e econômica para o consumidor atingir seus objetivos de consumo, empreendedorismo ou patrimoniais com planejamento a médio e longo prazos.

No setor dos veículos leves, de janeiro a junho, a potencial presença foi de um a cada três veículos leves vendidos no país.

Ao participar da programação da produção industrial em diversos segmentos na qual está presente, como no setor de motocicletas, por exemplo, o mecanismo também evoluiu. Nos seis primeiros meses de 2026, as contemplações possibilitaram a potencial aquisição de uma moto a cada três comercializadas no mercado interno.

Entre os veículos pesados, a modalidade sinalizou um a cada três caminhões negociados para ampliação ou renovação de frotas para o setor de transportes, com destaque especial para utilização no agronegócio.

No resumo de janeiro a junho da potencial participação das contemplações do consórcio foram liberados mais de R$ 47,32 bilhões, somente para os veículos automotores. O consórcio atingiu 27,9% de possível presença no setor de automóveis, utilitários e camionetas. No de motocicletas, houve 28,9% de provável participação, e no de veículos pesados, a relação para caminhões foi de 29,7%, no período.

No segmento imobiliário, nos cinco primeiros meses do ano, as contemplações representaram potenciais 22,8% de participação no total de 296,94 mil imóveis financiados, incluindo recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e dos consórcios, potencialmente um imóvel a cada quatro comercializados.

“Importante lembrar que, ao longo dos meses, muitos créditos liberados por ocasião das contemplações no Sistema de Consórcios não são transformados de imediato em bens ou em contratações de serviços”, detalha Rossi. “Há créditos de consorciados contemplados que ainda estão pendentes de utilização em vários segmentos. Por esta razão, divulgamos dois tipos de classificações: primeiro, as estimativas de potenciais transformações dos créditos em bens nos mercados de cada setor e, na sequência, relativas às aquisições efetivamente realizadas”, completa.

PARTICIPAÇÃO DAS AQUISIÇÕES DE VEÍCULOS VIA CONSÓRCIO NAS VENDAS NO MERCADO INTERNO DE JANEIRO A JUNHO DE 2026

Ao utilizar os dados divulgados pela B3 de janeiro a junho deste ano, os percentuais de aquisição de veículos automotores realizados via consórcio confirmaram a presença e o gradativo crescimento do mecanismo nas vendas no mercado interno.

A participação dos consórcios, incluindo leves, motos, caminhões, implementos rodoviários e ônibus, considerando os indicativos de novos e seminovos, variaram de 6,3% a 35,5% entre os totais individuais no período. Cada percentual registrou o interesse dos consumidores, pessoas físicas e jurídicas, pela modalidade como forma de usufruir das características básicas como parcelas acessíveis, não cobrança de juros, prazos longos, poder de compra à vista, isento de cobranças retroativas e de IOF, entre outros.

No segmento de veículos leves, observou-se que, do total geral, 8,7% foram realizados com créditos concedidos por contemplações, enquanto 91,3% originaram-se dos financiamentos.

Na divisão entre novos e usados, verificou-se que 10,3% dos veículos zero km foram comercializados via consórcio enquanto 89,7% foram por financiamentos. Nos seminovos, houve 8,3% pelo consórcio e 91,7% por financiamentos.

No segmento das duas rodas, observou-se que, do volume comercializado no mercado nacional, 27,8% foram utilizados a partir de créditos concedidos por consórcio, e 72,2% provenientes de financiamentos.

Ao separar em novas e usadas, 35,5% foram registrados nas motos zero via consórcio e 64,5% foram por financiamentos. Nas seminovas, houve 6,3% pela modalidade consorcial e 93,7% por financiamentos.

No segmento dos veículos pesados, os caminhões mostraram que, do total vendido internamente, 11,8% foram com uso de créditos liberados por consórcio e 88,2% procedentes de financiamentos.

Na separação entre novos e usados, houve 9,6% de caminhões zero comercializados via consórcio e 90,4% por financiamentos. Os seminovos somaram 13,2% via Sistema de Consórcios, enquanto 86,8% foram por financiamentos.

Ainda em veículos pesados, os implementos rodoviários totalizaram 21,8% de vendas pelo consórcio e 78,2% resultante de outras linhas de crédito, no mercado interno.

Na análise entre novos e usados, houve 21,4% de semirreboques zero comercializados via consórcio e 78,6% pelos vários tipos de financiamentos. Paralelamente, os seminovos atingiram 22,3% pelas contemplações e 77,7% por empréstimos variados.

Ainda em veículos pesados, os ônibus totalizaram 10,4% de vendas pelo consórcio e 89,6% foram resultantes de outras linhas de crédito, no mercado interno.

Na análise entre novos e usados, houve 8,7% de ônibus zero emplacados via consórcio e 91,3% pelos vários tipos de financiamentos. Paralelamente, os seminovos atingiram 11,2% pelas contemplações e 88,8% por empréstimos variados.

O CONSÓRCIO E A ECONOMIA NACIONAL

Presente em praticamente todos os principais segmentos da economia brasileira, o Sistema de Consórcios tem sua importância no de automotores, que inclui veículos leves, motocicletas e veículos pesados; imóveis, serviços e eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis. Ano após ano, vem expandindo seu market share no mercado financeiro. Uma forte característica do mecanismo é não gerar inflação e proporcionar a concretização de inúmeros objetivos e alavancar a produção industrial.

A partir desse panorama, o consórcio vem provocando mudanças de hábitos do consumidor especialmente na gestão de finanças pessoais. Como decorrência, entre os principais fatores para adesão à modalidade está a renda do brasileiro. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a renda média mensal real do trabalhador brasileiro, até maio deste ano, atingiu R$ 3.726,00, considerando todas as fontes de renda.

Em paralelo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), aumentou 0,16% em junho, acumulando 4,64% nos últimos doze meses, acima do teto estabelecido. A principal influência foi a pressão do grupo Habitação com destaque para energia elétrica e aluguéis, além de Transportes e Planos de Saúde.

Ao analisar o cenário nacional, Rossi destacou que “a continuidade de boas performances do Sistema de Consórcios, sinalizados pelos indicadores geral e setoriais, é explicada pelo comportamento do consumidor que, ao gerenciar as finanças pessoais, planeja o futuro com os pés no chão, partindo de pesquisas e comparações, decidindo muitas vezes pela modalidade. Por decorrência, tem colocado o consórcio na vida econômica nacional”.

O SISTEMA DE CONSÓRCIOS NA DÉCADA, DE 2017 A 2026

Nos últimos dez anos, em meses de junho, o total de 13,36 milhões de participantes ativos de 2026 ultrapassaram as somas contabilizadas de 2017 até 2025, apontando novo recorde, registrando crescimento de 92,8% no período.

Na década, houve ainda volume inédito nas vendas de cotas, em 2026, somente no acumulado dos meses de janeiro a junho. O recorde de 2,82 milhões de adesões foi o maior volume alcançado de 2017 a 2026. No semestre, foi registrado crescimento de 156,4%.

No total de consorciados contemplados, considerados somente as somatórias nos seis meses dos últimos dez anos, a marca de 890,20 mil de 2026 ficou em primeiro lugar, a melhor da década. No período, houve crescimento de 47,4%.

NÚMEROS DO SISTEMA DE CONSÓRCIOS
ESTIMATIVAS SEGUNDO A ASSESSORIA ECONÔMICA DA ABAC 

RESUMO DOS INDICADORES - GERAL E SETORIAIS 

O SISTEMA DE CONSÓRCIOS - GERAL
Em junho, ao completar o primeiro semestre do ano, o Sistema de Consórcios voltou a conquistar um recorde histórico em consorciados ativos ao atingir 13,36 milhões. O balanço estimativo de janeiro a junho foi preparado considerando a avaliação de dados fornecidos pela maioria significativa das associadas da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), preparada pela assessoria econômica da entidade.

PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS EM GRUPOS EM ANDAMENTO)
- 13,36 MILHÕES (JUNHO/2026)
- 11,86 MILHÕES (JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 12,6%

VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 2,82 MILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2026)
- 2,46 MILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 14,6%

VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS
- R$ 278,99 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2026)
- R$ 222,39 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 25,5%

TÍQUETE MÉDIO (VALOR MÉDIO DA COTA NO MÊS)
- R$ 100,23 MIL (JUNHO/2026)
- R$   92,58 MIL (JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 8,3%

CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 890,20 MIL (JANEIRO-JUNHO/2026)
- 867,44 MIL (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 2,6%

VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS
- R$ 63,77 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2026)
- R$ 57,28 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 11,3%

Com a divulgação do PIB brasileiro de 2024 que alcançou R$ 11,7 trilhões, a participação dos R$ 719,0 bilhões dos ativos administrados no Sistema de Consórcios, em 2024, atingiu 6,1%, crescendo 0,8 ponto percentual sobre a de 2023.

ATIVOS ADMINISTRADOS*
- R$ 719 BILHÕES (DEZEMBRO/2024)
- R$ 574 BILHÕES (DEZEMBRO/2023)
CRESCIMENTO: 25,3%

Ainda em 2024, o Patrimônio Líquido Ajustado (PLA) do Sistema de Consórcios alcançou R$ 20,92 bilhões, 8,6% maior que os R$ 19,27 bilhões obtidos em 2023, proporcionando maior segurança.

PATRIMÔNIO LÍQUIDO AJUSTADO*
- R$ 20,92 BILHÕES (DEZEMBRO/2024)
- R$ 19,27 BILHÕES (DEZEMBRO/2023)
CRESCIMENTO: 8,6%

PARTICIPAÇÃO NO PIB DE 2024
6,1% - Calculado com base no valor de R$ 719 bilhões (Ativos Administrados de dez/24).

TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES PAGOS*
- R$ 3,48 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2024)
- R$ 2,84 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2023)
CRESCIMENTO: 22,5%
Fontes:
  *) Banco Central do Brasil
**) ABAC 

O SISTEMA DE CONSÓRCIOS - SETORES  

VEÍCULOS AUTOMOTORES EM GERAL (LEVES, PESADOS E MOTOS)
VENDAS DE COTAS CRESCEM 5,7% E GERAM MAIS DE R$ 112 BILHÕES EM NEGÓCIOS NO PRIMEIRO SEMESTRE

As adesões aos grupos de consórcio de automotores, que inclui veículos leves, motocicletas e veículos pesados, registraram crescimento no acumulado de janeiro a junho. Em paralelo, os outros quatro indicadores também apresentaram avanços. O ritmo dos negócios mostra performances positivas com boas expectativas para o próximo semestre.

Os créditos concedidos no Sistema de Consórcios no total entre financiamentos, leasing e consórcios do setor automotivo, divulgado pelo Banco Central do Brasil, apresentou retração de 0,7 ponto percentual, diminuindo de 25,4%, de janeiro a maio de 2025, para 24,7%, no mesmo período deste ano.

Dos 9,76 milhões de consorciados ativos em veículos automotores, 56,6% participaram dos grupos de veículos leves, 33,8% nos de motocicletas e 9,6% nos de veículos pesados.

PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 9,76 MILHÕES (JUNHO/2026)
- 9,07 MILHÕES (JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 7,6%

VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 1,85 MILHÃO (JANEIRO-JUNHO/2026)
- 1,75 MILHÃO (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 5,7%

VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 112,84 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2026)
- R$ 103,00 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 9,6%

CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM POSSIBILIDADE DE COMPRAR BENS)
- 767,67 MIL (JANEIRO-JUNHO/2026)
- 752,43 MIL (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 2,0%

VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 47,32 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2026)
- R$ 43,17 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 9,6%

PARTICIPAÇÃO DOS CONSÓRCIOS EM CRÉDITOS CONCEDIDOS
PERCENTUAL DO TOTAL INCLUINDO FINANCIAMENTO*, LEASING* E CONSÓRCIO**
24,7% (JAN-MAI/2026) - R$ 39,98 BILHÕES SOBRE R$ 162,04 BILHÕES
25,4% (JAN-MAI/2025) - R$ 35,79 BILHÕES SOBRE R$ 141,05 BILHÕES

Fontes:
  *) Banco Central do Brasil
**) ABAC 

VEÍCULOS LEVES (AUTOMÓVEIS, CAMIONETAS, UTILITÁRIOS)
NO FECHAMENTO DO SEMESTRE, ADESÕES APROXIMAM-SE DO MILHÃO

O consórcio de veículos leves, maior setor em volume de consorciados ativos no Sistema, aproximou-se de um milhão de adesões na somatória de janeiro a junho gerando mais de R$ 73 bilhões em negócios no semestre.

Houve ainda aumento de participantes ativos. Foram 8,9% de aumento entre os 5,07 milhões de junho de 2025 para 5,52 milhões do mesmo mês deste ano. Também os demais indicadores registraram avanços.

Trata-se de setor que inclui automóveis, camionetas e utilitários, cujos resultados, nestes seis primeiros meses, já apontam boas perspectivas para o próximo semestre.

As quase 380 mil contemplações em veículos leves injetaram potencialmente créditos no mercado que propiciaram 27,9% de participação nas comercializações internas, cujo total chegou a 1,36 milhão de unidades. Portanto, um veículo a cada três vendidos, considerada a divulgação da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 5,52 MILHÕES (JUNHO/2026)
- 5,07 MILHÕES (JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 8,9%

VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 995,83 MIL (JANEIRO-JUNHO/2026)
- 955,43 MIL (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 4,2%

VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 73,82 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2026)
- R$ 65,95 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 11,9%

TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 74,78 MIL (JUNHO/2026)
- R$ 70,48 MIL (JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 6,1%

CONTEMPLAÇÕES* (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 378,97 MIL (JANEIRO-JUNHO/2026)
- 372,32 MIL (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 1,8%
* EM RAZÃO DE PARCERIA ENTRE ABAC E B3, ESTE INDICADOR PODERÁ SER DESDOBRADO POR REGIÕES E POR ALGUNS ESTADOS, BASEADO NAS UTILIZAÇÕES DOS CRÉDITOS NO PERÍODO MENCIONADO.

VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 28,05 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2026)
- R$ 25,66 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 9,3%

MOTOCICLETAS
NEGÓCIOS AVANÇAM 12,6% COM ADESÕES CRESCENDO 8,6% NO SEMESTRE 

No encerramento do primeiro semestre, o consórcio de motocicletas, segundo maior setor em número de participantes ativos, anotou alta em todos os indicadores. Entre os destaques positivos estiveram os créditos comercializados, que avançou 12,6% a partir das vendas de cotas que aumentaram 8,6%.

Importante assinalar o aumento de 6,1% em participantes ativos que subiu de 3,11 milhões, de junho de 2025, para 3,30 milhões, no mesmo mês deste ano. Outro destaque foi o total acima de sete bilhões de reais em créditos concedidos, injetados potencialmente no mercado, contribuindo para o crescimento setorial.

As quase 340 mil contemplações, de janeiro a junho, equivaleram a potencial compra de 28,9% do mercado interno, que totalizou 1,17 milhão de unidades comercializadas, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O percentual correspondeu a uma moto a cada três vendidas no país.

PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 3,30 MILHÕES (JUNHO/2026)
- 3,11 MILHÕES (JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 6,1%

VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 759,60 MIL (JANEIRO-JUNHO/2026)
- 699,59 MIL (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 8,6%

VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 16,20 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2026)
- R$ 14,39 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 12,6%

TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 21,31 MIL (JUNHO/2026)
- R$ 20,73 MIL (JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 2,8%

CONTEMPLAÇÕES* (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 339,20 MIL (JANEIRO-JUNHO/2026)
- 332,38 MIL (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 2,1%
* EM RAZÃO DE PARCERIA ENTRE ABAC E B3, ESTE INDICADOR PODERÁ SER DESDOBRADO POR REGIÕES E POR ALGUNS ESTADOS, BASEADO NAS UTILIZAÇÕES DOS CRÉDITOS NO PERÍODO MENCIONADO.

VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 7,23 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2026)
- R$ 6,82 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 6,0%

VEÍCULOS PESADOS (CAMINHÕES, ÔNIBUS, SEMIRREBOQUES, TRATORES, IMPLEMENTOS)
RECUPERAÇÃO FOI A TÔNICA DOS PRINCIPAIS INDICADORES SETORIAIS NO SEMESTRE

De janeiro a junho, os indicadores do setor de veículos pesados sinalizaram reversões em quatro de seis indicadores: participantes, tíquete médio, contemplações e créditos concedidos, evidenciando uma postura setorial otimista. Somente o de vendas de cotas seguiu em retração, enquanto outro, créditos comercializados, anotou estabilidade.

Tais inversões demonstraram que, gradativamente, os Pesados vêm indicando recuperação. Mês a mês, durante o semestre, os dados mostraram tendência positiva, apesar de algumas oscilações.

Os resultados mensais, visando a perspectiva de estabilidade projetada até o final do ano, exemplificam com a evolução das vendas de cotas que do registro de (-11,6%) em janeiro foi diminuindo chegando a (-6,9%) em junho. Outra referência foi o crescente valor do tíquete médio mensal durante o semestre. Enquanto em janeiro era de R$ 211,10 mil, em junho chegou a R$ 273,91 mil, espelhando os objetivos dos consorciados.

O setor de Veículos Pesados, que reúne estimativamente 51,0% de consorciados de máquinas agrícolas, 41,0% de caminhões e 8,0% de implementos rodoviários e agrícolas, aeronaves, embarcações, ônibus entre outros, mostrou comportamento efetivo fundamentado no geral.

PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 932,58 MIL (JUNHO/2026)
- 898,50 MIL (JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 3,8%

VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 92,73 MIL (JANEIRO-JUNHO/2026)
- 99,61 MIL (JANEIRO-JUNHO/2025)
RETRAÇÃO: 6,9%

VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 22,82 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2026)
- R$ 22,66 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2025)
ESTÁVEL

TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 273,91 MIL (JUNHO/2026)
- R$ 225,04 MIL (JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 21,7%

CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 49,50 MIL (JANEIRO-JUNHO/2026)
- 47,73 MIL (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 3,7%

VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 12,04 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2026)
- R$ 10,68 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 12,7%

VEÍCULOS PESADOS (MÁQUINAS AGRÍCOLAS)
BALANÇO ESTIMADO DOS 51% RELATIVOS A MÁQUINAS AGRÍCOLAS

Os resultados apresentados refletem somente a proporção de 51,0% de participação dos consorciados de máquinas agrícolas no total dos Veículos Pesados. Desta forma, os dados semestrais a seguir retratam somente os indicadores de vendas, volume de negócios, contemplações, créditos concedidos e participantes ativos em crescimento ou em retração. O tíquete médio foi mantido.


PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 475,62 MIL (JUNHO/2026)
- 458,24 MIL (JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 3,8%

VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 47,29 MIL (JANEIRO-JUNHO/2026)
- 50,80 MIL (JANEIRO-JUNHO/2025)
RETRAÇÃO: 6,9%

VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 11,64 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2026)
- R$ 11,56 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2025)
ESTÁVEL

TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 273,91 MIL (JUNHO/2026)
- R$ 225,04 MIL (JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 21,7%

CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 25,25 MIL (JANEIRO-JUNHO/2026)
- 24,34 MIL (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 3,7%

VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 6,14 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2026)
- R$ 5,45 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 12,7%

VEÍCULOS PESADOS (CAMINHÕES)
BALANÇO ESTIMADO DOS 41,0% RELATIVOS A CAMINHÕES

Os resultados apresentados refletem somente a proporção de 41,0% de participação dos consorciados de caminhões no total dos Veículos Pesados. Desta forma, os dados semestrais a seguir retratam somente os indicadores de vendas, volume de negócios, contemplações, créditos concedidos e participantes ativos em crescimento ou em retração. O tíquete médio foi mantido.

As 20,30 mil contemplações só de caminhões, relativas aos 41,0% dos Veículos Pesados, acontecidas de janeiro a maio, corresponderam a potencial compra de 29,7% do mercado interno que, quando somadas às 48,04 mil divulgadas pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), totalizaram 68,34 mil unidades vendidas. O percentual equivaleria a um caminhão a cada três comercializados no país.

PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 382,36 MIL (JUNHO/2026)
- 368,39 MIL (JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 3,8%

VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 38,02 MIL (JANEIRO-JUNHO/2026)
- 40,84 MIL (JANEIRO-JUNHO/2025)
RETRAÇÃO: 6,9%

VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 9,36 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2026)
- R$ 9,30 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2025)
ESTÁVEL

TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 112,30 MIL (JUNHO/2026)
- R$ 92,27 MIL (JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 21,7%

CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 20,30 MIL (JANEIRO-JUNHO/2026)
- 19,57 MIL (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 3,7%

VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 12,04 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2026)
- R$ 10,68 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 12,7%

VEÍCULOS PESADOS (DEMAIS BENS)
BALANÇO ESTIMADO DOS 8,0% RELATIVOS A OUTROS BENS COMO IMPLEMENTOS RODOVIÁRIOS E AGRÍCOLAS, ÔNIBUS, EMBARCAÇÕES E AERONAVES

Os resultados apresentados refletem somente a proporção de 8,0% de participação dos consorciados de ônibus, aeronaves, embarcações, implementos rodoviários e agrícolas, entre outros, no total dos Veículos Pesados. Desta forma, os dados semestrais a seguir retratam somente os indicadores de vendas, volume de negócios, contemplações, créditos concedidos e participantes ativos em crescimento ou em retração. O tíquete médio foi mantido.

PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 74,61 MIL (JUNHO/2026)
- 71,88 MIL (JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 3,8%

VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 7,42 MIL (JANEIRO-JUNHO/2026)
- 7,97 MIL (JANEIRO-JUNHO/2025)
RETRAÇÃO: 6,9%

VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 1,83 BILHÃO (JANEIRO-JUNHO/2026)
- R$ 1,81 BILHÃO (JANEIRO-JUNHO/2025)
ESTÁVEL

TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 273,91 MIL (JUNHO/2026)
- R$ 225,04 MIL (JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 21,7%

CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 3,96 MIL (JANEIRO-JUNHO/2026)
- 3,82 MIL (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 3,7%

VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 963,20 MILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2026)
- R$ 854,40 MILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 12,7%

IMÓVEIS
VENDAS DE COTAS AUMENTAM 41,9% COM NEGÓCIOS CRESCENDO 38,4% NO PRIMEIRO SEMESTRE

O consórcio de imóveis, terceiro maior setor em número de participantes no Sistema de Consórcios, registrou 41,9% de aumento no acumulado de vendas de cotas no semestre, tornando-se um dos mais procurados atualmente.

O crescimento do total para 3,23 milhões de consorciados ativos, sinaliza um possível upgrade na classificação geral, devendo, em breve, ocupar o segundo lugar entre os setores. As adesões no acumulado de janeiro a junho deste ano versus as do ano passado anotaram quase 840 mil cotas. Por decorrência, foram gerados negócios que avançaram 38,4% no mesmo período.

Paralelamente, notou-se que o tíquete médio apontou retração de 2,7% no período justificada pela contratação de créditos ligeiramente menores.

As 67,84 mil contemplações, ocorridas nos cinco primeiros meses deste ano, se destacaram no total setorial. A possível injeção financeira, em cinco meses, foi de R$ 13,18 bilhões. Os resultados apontaram potencial participação de 22,8% da modalidade no total de 296,94 mil imóveis financiados no período, incluindo os consórcios, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).


UTILIZAÇÃO DO FGTS NO CONSÓRCIO DE IMÓVEIS – JANEIRO-JUNHO DE 2026

Nos seis meses de 2026, houve 2.329 consorciados-trabalhadores, participantes dos grupos de consórcios de imóveis, que utilizaram parcial ou totalmente seus saldos nas contas do FGTS para pagar parcelas, ou quitar débitos, bem como ofertar valores em lances ou complementar créditos, totalizando R$ 215,05 milhões, de acordo com o Gepas/Caixa.

PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 3,23 MILHÕES (JUNHO/2026)
- 2,39 MILHÕES (JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 35,1%

VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 838,03 MIL (JANEIRO-JUNHO/2026)
- 590,58 MIL (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 41,9%

VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 163,48 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2026)
- R$ 118,11 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 38,4%

TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 194,17 MIL (JUNHO/2026)
- R$ 199,50 MIL (JUNHO/2025)
RETRAÇÃO: 2,7%

CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 80,35 MIL (JANEIRO-JUNHO/2026)
- 67,96 MIL (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 18,2%

VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 15,61 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2026)
- R$ 13,51 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 15,5%

ELETROELETRÔNICOS E OUTROS BENS MÓVEIS DURÁVEIS
NEGÓCIOS CRAVAM 2 BILHÕES DE REAIS REGISTRANDO AUMENTO DE 167,3% NO PRIMEIRO SEMESTRE

Ao finalizar o primeiro semestre do ano, o consórcio de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis apresentou um acumulado de adesões com alta de 21,3%, que, considerado o aumento de 186,2% no tíquete médio de junho, gerou avanço de 167,3% nos negócios realizados no período.

Apesar dos bons resultados obtidos, houve retrações na somatória semestral de contemplações e no volume de participantes ativos de junho.

O consórcio de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis vem se atualizando com presença de novos produtos, especialmente agregando inovações tecnológicas e o desejo do consumidor de renovar ou atualizar seus eletrônicos e mobiliários.

Ao longo dos seis meses, a continuidade dos negócios com tíquete médio mensal mais elevado registrou o maior interesse dos consorciados por cotas de telefones celulares, televisores e outros tipos de bens móveis e duráveis disponíveis.

PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 238,32 MIL (JUNHO/2026)
- 274,53 MIL (JUNHO/2025)
RETRAÇÃO: 13,2%

VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 101,00 MIL (JANEIRO-JUNHO/2026)
-   83,29 MIL (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 21,3%

VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 2,00 BILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2026)
- R$ 748,17 MILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 167,3%

TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 27,96 MIL (JUNHO/2026)
- R$  9,77 MIL (JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 186,2%

CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 20,84 MIL (JANEIRO-JUNHO/2026)
- 28,69 MIL (JANEIRO-JUNHO/2025)
RETRAÇÃO: 27,4%

VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 414,24 MILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2026)
- R$ 258,57 MILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 60,2%

SERVIÇOS
ADESÕES E NEGÓCIOS CRESCEM NO SEMESTRE APOIADOS NO AVANÇO DO TÍQUETE MÉDIO

No primeiro semestre, houve continuidade no ritmo de vendas de cotas e consequentemente nos negócios realizados quando comparados aos mesmos seis meses do ano passado. Houve crescimento em todos os indicadores.

Com mais de 33 mil cotas vendidas no período, foram realizados acima de R$ 677 milhões em negócios, com tíquete médio de junho registrando alta de 7,1%.

A flexibilidade e a multiplicidade de utilizações por ocasião das contemplações são as principais diferenças do consórcio de serviços que permitem variar os usos dos créditos concedidos.

Os usos de créditos liberados mais praticados pelos consorciados contemplados, segundo recente pesquisa realizada pela ABAC, foram para reformas residenciais; cirurgias plásticas, incluindo lipoaspiração, transplante capilar, entre outros; festas e eventos; turismo e viagens; serviços odontológicos e oftalmológicos; educação; retífica de motores; manutenção e suporte em equipamentos de sistema e informática; manutenção de aquecedores; fretes e serviços automotivos; veterinário; academia; honorários profissionais diversos; entre outros.

PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 138,82 MIL (JUNHO/2026)
- 122,70 MIL (JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 13,1%

VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 33,79 MIL (JANEIRO-JUNHO/2026)
- 29,63 MIL (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 14,0%

VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 677,72 MILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2026)
- R$ 537,50 MILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 26,1%

TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 19,05 MIL (JUNHO/2026)
- R$ 17,79 MIL (JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 7,1%

CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE CONTRATAR SERVIÇOS)
- 21,33 MIL (JANEIRO-JUNHO/2026)
- 18,37 MIL (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 16,1%

VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 426,43 MILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2026)
- R$ 335,23 MILHÕES (JANEIRO-JUNHO/2025)
CRESCIMENTO: 27,2%

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