OS 60+ USAM O CONSÓRCIO COMO ESTRATÉGIA NA COMPRA DE BENS
Para a população chamada de 60+, atualmente ativa e em grande parte atuando no mercado de trabalho, o poder de consumo está acima da média nacional, de acordo com dados do Anuário Mosaic Insights, elaborado pela Serasa Experian.
No levantamento realizado, com aproximadamente 190 milhões de titulares de CPFs, foi mapeado o padrão de renda e o comportamento do consumidor brasileiro no país.
“Parcela significativa dessa geração madura tem vida financeira estabilizada. Muitos são aposentados, porém ainda trabalham”, avalia Luiz Antonio Barbagallo, economista da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). “A vivência dessa geração pondera pelo consumo equilibrado, sem compras por impulso, valorizando a clareza dos preços e a cautela quanto ao apelo das facilidades de pagamento”, complementa.
De acordo com a pesquisa, esse perfil responde por 29,6% da população adulta. Há ainda outro grupo menor nessa faixa etária, composto por pessoas de alta renda, que responde por 11%.
Ao exemplificar eventuais possibilidades de concretização de objetivos pessoais ou mesmo familiares por ocasião dos 60+, o economista simulou um plano de consórcio para essa camada social, levando em conta, por exemplo, a troca do veículo.
Uma das características do consórcio é o planejamento a médio e longo prazos. Poupar com objetivo definido, por vezes, pode ser desestimulante para alguns, enquanto para outros é sonho programado.
“Dada a sua flexibilidade, peculiaridade única da modalidade na escolha do bem, é possível avaliar planos, considerando prazos de duração dos grupos, com estratégias apropriadas, favoráveis em quaisquer idades”, explica Barbagallo. “Todavia, é de conhecimento que a aprovação de financiamentos para o consumidor já na faixa dos 70+ tenha requisitos que implicam em algumas dificuldades para aprovação”, considera.
Diante desse cenário, o economista imagina um consumidor com 65 anos, proprietário de veículo seminovo em boas condições, com pretensões de trocá-lo próximo dos 70 anos”.
Para essa situação, Barbagallo sugere que “o consumidor 60+ faça um plano de consórcio de sessenta meses. Ao aproveitar estar ainda abaixo dos 70 anos e, durante os cinco anos da duração do grupo, utilize uma estratégia adequada. Sem pressa, ele poderá planejar a compra de um veículo zero quilômetro que, a partir da data da contemplação, terá uma vida útil prolongada, proporcionando a tranquilidade que um carro novo oferece, com menos gastos com manutenção, uma condição interessante para aqueles que estão acima dos 70 anos”.
A aquisição de um bem via consórcio permite ao interessado mais maduro desenvolver planejamentos variados, usufruindo das peculiaridades disponibilizadas pelo Sistema, como parcelas acessíveis, prazos mais longos, sem juros, sem IOF, sem cobranças retroativas, baixa taxa de administração e, em especial, poder de compra à vista e custo final menor, afirma Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC.
O Sistema de Consórcios
Criado há mais de 60 anos no país, Rossi finaliza ressaltando que “o consórcio é o instrumento de planejamento perfeito e democrático, que contempla participantes de todos os perfis em seu Sistema, propiciando realizações pessoais, profissionais e familiares”.
Atualmente, o Sistema de Consórcios conta com 12,93 milhões de participantes ativos, um recorde histórico. No final do primeiro trimestre, registrou 1,38 milhão em vendas de cotas, comercializando quase R$ 130 bilhões.
No mesmo período, as contemplações, ocasião em que os créditos liberados podem ser transformados em bens e serviços, injetaram potenciais R$ 34 bilhões nos diversos segmentos onde o mecanismo está presente como o automotivo, imobiliário, industrial e serviços.
VENDAS DE COTAS DE CONSÓRCIO CRESCEM 12,2% NO FECHAMENTO DO TRIMESTRE
No acumulado de janeiro a março, negócios totalizam R$ 130 bilhões, enquanto participantes ativos batem novo recorde com quase 13 milhões
No encerramento do primeiro trimestre, o Sistema de Consórcios apresentou crescimento nos diversos indicadores nacionais e setoriais em relação aos mesmos meses de 2025, demonstrando que os negócios consorciais estão gradativamente voltando à normalidade. Os dados reafirmam a opção planejada do brasileiro pelo mecanismo evidenciando confiança e credibilidade.
O destaque nos três meses do ano foi o total de vendas que, com aumento 12,2%, chegou a 1,38 milhão de cotas, ante o 1,23 milhão de 2025. Como decorrência, o volume de negócios no período também avançou. Ao alcançar R$ 129,16 bilhões, foi 22,6% maior que os R$ 105,38 bilhões do ano passado.

Novamente, o montante de participantes ativos bateu o recorde histórico e aproximou-se dos 13 milhões. Os 12,93 milhões de consorciados, alcançados em março deste ano, superaram em 13,0% os 11,44 milhões do mesmo mês do ano passado.

A marca de 12,93 milhões de consorciados no terceiro mês deste ano atingiu 57,5% sobre os 8,21 milhões anotados em janeiro de 2022. Neste período, pouco mais de quatro anos, foram obtidos 50 recordes consecutivos, com exceção de abril de 2023.

Em paralelo, o acumulado de contemplações, ocasiões em que os créditos liberados podem ser transformados em bens e serviços, chegou a 481,67 mil no trimestre, estável em relação às 485,57 mil do mesmo período de 2025. Os correspondentes créditos concedidos somaram R$ 34,29 bilhões, potencialmente injetados na economia, 8,3% maior que os R$ 31,67 bilhões anteriores.

O tíquete médio de março assinalou R$ 97,48 mil. Houve progresso de 14,5% sobre o do mesmo mês de 2025, que havia apontado R$ 85,11 mil. A alta ratifica o interesse do brasileiro por cotas de valores maiores, compatíveis com a renda dos participantes.

“No primeiro trimestre, notou-se uma retomada mais forte dos negócios, mesmo com pequena influência da desaceleração da economia e inflação em alta decorrente principalmente do aumento do custo do barril de petróleo. Contudo, no cenário geral, a maioria dos indicadores do Sistema de Consórcios registrou crescimento, o que possibilitou continuidade do ritmo observado nos últimos anos. Mais uma vez, os consorciados ativos, apoiados especialmente no conhecimento da essência da educação financeira e considerando o planejamento como fator decisivo para adesão, voltaram a quebrar o recorde histórico do segmento”, comenta Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios.
DETALHES DOS INDICADORES
VENDAS DE COTAS
O destaque nas vendas foi o total de cotas comercializadas em março: 505,61 mil. Trata-se do terceiro maior volume alcançado nos últimos dez anos. Os dois mais altos foram as 518,18 mil de outubro e as 507,14 mil de setembro do ano passado.
No acumulado das adesões, 1,38 milhão, a distribuição por setor ficou assim: 493,59 mil de veículos leves; 390,93 mil de imóveis; 382,88 mil de motocicletas; 54,36 mil de eletroeletrônicos; 40,61 mil de veículos pesados, e 16,33 mil de serviços.
Percentualmente nos seis segmentos, quatro registraram alta na somatória das comercializações: eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, com 44,9%; imóveis, com 37,3%; serviços, com 18,9%; e motocicletas, com 7,2%. Houve um estável, veículos leves, e apenas um anotou retração: veículos pesados, com (-10,1%).
CONTEMPLAÇÕES
Na retomada das contemplações, o acumulado trimestral apontou estabilidade nos totais verificados este ano, 481,67 mil consorciados contemplados em 2026 versus 485,57 mil, em 2025.
Setorialmente ficaram assim distribuídos: 208,02 mil em veículos leves; 181,97 mil em motocicletas; 45,17 mil em imóveis; 28,30 mil em veículos pesados; 9,44 mil de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis; e 8,77 mil em serviços.
PARTICIPANTES ATIVOS
Os percentuais de consorciados ativos em cada setor estiveram assim divididos: 41,9% nos veículos leves; 25,2 nas motocicletas; 22,9% nos imóveis; 7,0% nos veículos pesados; 2,0% nos eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis; e 1,0% nos serviços.
Em cada segmento, no qual o consórcio está presente, dos 12,93 milhões de participantes ativos, o total ficou assim: 5,42 milhões em veículos leves; 3,26 milhões em motocicletas; 2,96 milhões em imóveis; 905,36 mil em veículos pesados; 253,02 mil em eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis; e 132,99 mil em serviços.
TÍQUETE MÉDIO EM CINCO ANOS
Ao analisar o desempenho dos tíquetes nos meses de março nos intervalos dos últimos cinco anos, observou-se valorização nominal de 51,5% na evolução dos valores médios registrados. Ao descontar a inflação (IPCA) de 21,4% do período, na relação da diferença de R$ 64,34 mil, de março de 2022, para R$ 97,48 mil, no mesmo mês de 2026, houve elevação real de 24,8%.

A IMPORTÂNCIA DOS CONSÓRCIOS NA CADEIA PRODUTIVA
O consórcio tem sido a opção mais simples e econômica para o consumidor atingir seus objetivos de consumo ou patrimoniais com planejamento a médio e longo prazos. No setor automotivo, de janeiro a março, a potencial presença foi de um a cada três veículos leves vendidos no país.
Ao participar da programação da produção industrial em diversos segmentos na qual está presente, no setor de motocicletas, por exemplo, o mecanismo também evoluiu. No primeiro trimestre de 2026, as contemplações possibilitaram a potencial aquisição de uma moto a cada três comercializadas no mercado interno.
Entre os veículos pesados, a modalidade sinalizou também um a cada três caminhões negociados para ampliação ou renovação de frotas para o setor de transportes, com destaque especial para utilização no agronegócio.
No resumo trimestral da potencial participação das contemplações do consórcio foram liberados mais de R$ 25,50 bilhões, somente para os veículos automotores. O consórcio atingiu 34,8% de possível presença no setor de automóveis, utilitários e camionetas. No de motocicletas, houve 31,8% de provável participação, e no de veículos pesados, a relação para caminhões foi de 35,0%, no período.

No segmento imobiliário, no primeiro bimestre deste ano, as contemplações representaram potenciais 30,1% de participação no total de 101,31 mil imóveis financiados, incluindo recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e dos consórcios, potencialmente um imóvel a cada três comercializados.

“Importante lembrar que, ao longo dos meses, muitos créditos liberados por ocasião das contemplações no Sistema de Consórcios não são transformados de imediato em bens ou em contratações de serviços”, detalha Rossi. “Há créditos de consorciados contemplados que ainda estão pendentes de utilização em vários segmentos. Por esta razão, divulgamos dois tipos de classificações: primeiro, as estimativas de potenciais transformações dos créditos em bens nos mercados de cada setor e, na sequência, relativas às aquisições efetivamente realizadas”, completa.
AQUISIÇÕES DE VEÍCULOS VIA CONSÓRCIO MANTÉM SUA PARTICIPAÇÃO NAS VENDAS NO MERCADO INTERNO EM 2026
Ao utilizar os dados divulgados pela B3 de janeiro a março deste ano, os percentuais de aquisição de veículos automotores realizados via consórcio reafirmaram a presença e o gradativo crescimento do mecanismo nas vendas no mercado interno.
A participação dos consórcios, incluindo leves, motos, caminhões, implementos rodoviários e ônibus, considerando os indicativos de novos e seminovos, variaram de 6,0% a 35,6% entre os totais individuais no período. Cada percentual registrou o interesse dos consumidores, pessoas físicas e jurídicas, pela modalidade como forma de usufruir das características básicas como parcelas acessíveis, não cobrança de juros, prazos longos, poder de compra à vista, isento de cobranças retroativas e de IOF, entre outros.
No segmento de veículos leves, observou-se que, do total geral, 8,5% foram realizados com créditos concedidos por contemplações, enquanto 91,5% originaram-se dos financiamentos.
Na divisão entre novos e usados, verificou-se que 10,3% dos veículos zero km foram comercializados via consórcio enquanto 89,7% foram por financiamentos. Nos seminovos, houve 8,1% pelo consórcio e 91,9% por financiamentos.

No segmento das duas rodas, observou-se que, do volume comercializado no mercado nacional, 27,5% foram utilizados a partir de créditos concedidos por consórcio, e 72,5% provenientes de financiamentos.
Ao separar em novas e usadas, 35,6% foram registrados nas motos zero via consórcio e 64,4% foram por financiamentos. Nas seminovas, houve 6,0% pela modalidade consorcial e 94,0% por financiamentos.

No segmento dos veículos pesados, os caminhões mostraram que, do total vendido internamente, 10,9% foram com uso de créditos liberados por consórcio e 89,1% procedentes de financiamentos.
Na separação entre novos e usados, houve 8,5% de caminhões zero comercializados via consórcio e 91,5% por financiamentos. Os seminovos somaram 12,2% via Sistema de Consórcios, enquanto 87,8% foram por financiamentos.

Ainda em veículos pesados, os implementos rodoviários totalizaram 21,8% de vendas pelo consórcio e 78,2% resultante de outras linhas de crédito, no mercado interno.
Na análise entre novos e usados, houve 22,2% de semirreboques zero comercializados via consórcio e 77,8% pelos vários tipos de financiamentos. Paralelamente, os seminovos atingiram 21,4% pelas contemplações e 78,6% por empréstimos variados.

Ainda em veículos pesados, os ônibus totalizaram 10,1% de vendas pelo consórcio e 89,9% foram resultantes de outras linhas de crédito, no mercado interno.
Na análise entre novos e usados, houve 8,7% de ônibus zero emplacados via consórcio e 91,3% pelos vários tipos de financiamentos. Paralelamente, os seminovos atingiram 10,7% pelas contemplações e 89,3% por empréstimos variados.

O CONSÓRCIO NA ECONOMIA NACIONAL
O Sistema de Consórcios segue como significativo participante em praticamente todos os principais segmentos da economia brasileira como o de automotores, que inclui veículos leves, motocicletas e veículos pesados; imóveis, serviços e eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis. Gradativamente, vem expandindo seu market share no mercado financeiro. Sem gerar inflação, o mecanismo tem proporcionado a concretização de inúmeros objetivos e vem alavancando a produção industrial.
Com este panorama, o consórcio vem estimulando mudanças de hábitos do consumidor. Entre os principais elementos indutores destaca-se o crescimento da renda média do trabalhador brasileiro que no trimestre, de dezembro a fevereiro, chegou a R$ 3.679,00, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em contrapartida, a inflação acumulada nos últimos doze meses, indicada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), cresceu para 4,14%, ao somar 0,88% em março. Acrescente-se outro destaque deste instituto que mostrou a taxa de desemprego subindo para 5,8% em fevereiro.
No panorama nacional, Rossi completou lembrando que “os constantes bons desempenhos do Sistema de Consórcios, registrados pelos indicadores, têm sido resultado das pesquisas, análises comparativas e decisões daqueles que, ao planejarem seu futuro, têm optado por aderir ao mecanismo e vêm contribuindo para o aumento dos negócios financeiros e, por consequência, mais presente na economia”.
O SISTEMA DE CONSÓRCIOS NA DÉCADA, DE 2017 A 2026
Na década, em meses de março, os 12,93 milhões de participantes ativos de 2026 ultrapassaram os totais contabilizados de 2017 até 2025, assinalando novo recorde, apontando crescimento de 85,5% no período.

Nos últimos dez anos, somente em acumulado dos meses de janeiro a março, houve total inédito em 2026. O recorde de 1,38 milhão de adesões foi o maior volume alcançado na década de 2017 a 2026. No período, foi registrado crescimento de 159,2%.

No total de consorciados contemplados, considerados somente os primeiros trimestres dos últimos dez anos, a marca de 481,67 mil de 2026 ficou em segundo lugar, um pouco abaixo da anotada no ano anterior, 485,57 mil, a melhor da década. Em dez anos, houve crescimento de 59,1%.

NÚMEROS DO SISTEMA DE CONSÓRCIOS
ESTIMATIVAS SEGUNDO A ASSESSORIA ECONÔMICA DA ABAC
RESUMO DOS INDICADORES - GERAL E SETORIAIS
O SISTEMA DE CONSÓRCIOS - GERAL
O Sistema de Consórcios obteve marcas importantes nos indicadores no trimestre, demonstrando a volta à normalidade depois de vivenciar um período diferenciado nos dois primeiros meses de cada ano. O balanço estimativo de janeiro a março foi preparado considerando a avaliação de dados fornecidos pela maioria significativa das associadas da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, feita pela assessoria econômica da entidade.
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS EM GRUPOS EM ANDAMENTO)
- 12,93 MILHÕES (MARÇO/2026)
- 11,44 MILHÕES (MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 13,0%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 1,38 MILHÃO (JANEIRO-MARÇO/2026)
- 1,23 MILHÃO (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 12,2%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS
- R$ 129,16 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2026)
- R$ 105,38 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 22,6%
TÍQUETE MÉDIO (VALOR MÉDIO DA COTA NO MÊS)
- R$ 97,48 MIL (MARÇO/2026)
- R$ 85,11 MIL (MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 14,5%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 481,68 MIL (JANEIRO-MARÇO/2026)
- 485,57 MIL (JANEIRO-MARÇO/2025)
ESTÁVEL
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS
- R$ 34,29 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2026)
- R$ 31,67 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 8,3%
Com a divulgação do PIB brasileiro de 2024 que alcançou R$ 11,7 trilhões, a participação dos R$ 719,0 bilhões dos ativos administrados no Sistema de Consórcios, em 2024, atingiu 6,1%, crescendo 0,8 ponto percentual sobre a de 2023.
ATIVOS ADMINISTRADOS*
- R$ 719 BILHÕES (DEZEMBRO/2024)
- R$ 574 BILHÕES (DEZEMBRO/2023)
CRESCIMENTO: 25,3%
Ainda em 2024, o Patrimônio Líquido Ajustado (PLA) do Sistema de Consórcios alcançou R$ 20,92 bilhões, 8,6% maior que os R$ 19,27 bilhões obtidos em 2023, proporcionando maior segurança.
PATRIMÔNIO LÍQUIDO AJUSTADO*
- R$ 20,92 BILHÕES (DEZEMBRO/2024)
- R$ 19,27 BILHÕES (DEZEMBRO/2023)
CRESCIMENTO: 8,6%
PARTICIPAÇÃO NO PIB DE 2024
6,1% - Calculado com base no valor de R$ 719 bilhões (Ativos Administrados de dez/24).
TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES PAGOS*
- R$ 3,48 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2024)
- R$ 2,84 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2023)
CRESCIMENTO: 22,5%
Fontes:
*) Banco Central do Brasil
**) ABAC
O SISTEMA DE CONSÓRCIOS - SETORES
VEÍCULOS AUTOMOTORES EM GERAL (LEVES, PESADOS E MOTOS)
NO PRIMEIRO TRIMESTRE, A RETOMADA DO CRESCIMENTO FOI A TÔNICA DO CONSÓRCIO
As adesões realizadas nos grupos de consórcio de automotores, que inclui veículos leves, motocicletas e veículos pesados, mostraram crescimento no primeiro trimestre do ano. Paralelamente, outros indicadores também apresentaram avanços, enquanto apenas um anotou retração. A retomada da normalidade dos negócios apontou um comportamento diverso dos dois primeiros meses, período de menos dias úteis, feriados, férias, entre outros.
Os créditos liberados pelo Sistema de Consórcios no total entre financiamentos, leasing e consórcios do setor automotivo, divulgado pelo Banco Central do Brasil, apresentou retração de 3,3 pontos percentuais, diminuindo de 28,9%, de janeiro e fevereiro de 2025, para 25,6%, no mesmo mês deste ano.
Dos 9,58 milhões de consorciados ativos em veículos automotores, 56,6% participavam dos grupos de veículos leves, 34,0% nos de motocicletas e 9,4% nos de veículos pesados.

PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 9,58 MILHÕES (MARÇO/2026)
- 8,85 MILHÕES (MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 8,2%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 917,08 MIL (JANEIRO-MARÇO/2026)
- 891,81 MIL (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 2,8%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 53,27 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2026)
- R$ 50,43 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 5,6%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM POSSIBILIDADE DE COMPRAR BENS)
- 418,29 MIL (JANEIRO-MARÇO/2026)
- 423,10 MIL (JANEIRO-MARÇO/2025)
RETRAÇÃO: 1,1%
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 25,50 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2026)
- R$ 23,91 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 6,6%
PARTICIPAÇÃO DOS CONSÓRCIOS EM CRÉDITOS CONCEDIDOS
PERCENTUAL DO TOTAL INCLUINDO FINANCIAMENTO*, LEASING* E CONSÓRCIO**
25,6% (JAN-FEV/2026) - R$ 15,58 BILHÕES SOBRE R$ 60,83 BILHÕES
28,9% (JAN-FEV/2025) - R$ 16,56 BILHÕES SOBRE R$ 57,39 BILHÕES
Fontes:
*) Banco Central do Brasil
**) ABAC
VEÍCULOS LEVES NOVOS (AUTOMÓVEIS, CAMIONETAS, UTILITÁRIOS)
NO PRIMEIRO TRIMESTRE, CRÉDITOS CONCEDIDOS NAS CONTEMPLAÇÕES SOMARAM MAIS DE R$ 15 BILHÕES
O maior setor em número de consorciados ativos no Sistema, o consórcio de veículos leves atingiu quase 500 mil cotas comercializadas no acumulado de janeiro a março, ligeiramente acima do atingido no passado.
Com tíquete médico mais elevado, os negócios totalizaram mais de R$ 35 bilhões. Quatro indicadores apontaram avanços, enquanto dois sinalizaram estabilidade. Outro destaque foi o volume de créditos concedidos, pouco mais de R$ 15 bilhões, cuja soma foi potencialmente injetada no mercado interno do país.
Trata-se de setor que inclui automóveis, camionetas e utilitários, cujos resultados, neste primeiro trimestre, apontaram bons indícios de crescimento nos próximos meses.

Os mais de 208 mil consorciados contemplados em veículos leves injetaram potencialmente créditos no mercado que propiciaram 34,8% de participação nas comercializações internas, cujo total chegou a quase 600 mil de unidades. Portanto, um veículo a cada três vendidos, considerada a divulgação da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 5,42 MILHÕES (MARÇO/2026)
- 4,91 MILHÕES (MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 10,4%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 493,59 MIL (JANEIRO-MARÇO/2026)
- 489,32 MIL (JANEIRO-MARÇO/2025)
ESTÁVEL
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 35,85 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2026)
- R$ 33,14 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 8,2%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 72,93 MIL (MARÇO/2026)
- R$ 65,47 MIL (MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 11,4%
CONTEMPLAÇÕES* (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 208,02 MIL (JANEIRO-MARÇO/2026)
- 207,52 MIL (JANEIRO-MARÇO/2025)
ESTÁVEL
* EM RAZÃO DE PARCERIA ENTRE ABAC E B3, ESTE INDICADOR PODERÁ SER DESDOBRADO POR REGIÕES E POR ALGUNS ESTADOS, BASEADO NAS UTILIZAÇÕES DOS CRÉDITOS NO PERÍODO MENCIONADO.
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 15,13 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2026)
- R$ 14,08 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 7,5%
MOTOCICLETAS
UMA A CADA TRÊS MOTOS VENDIDAS NO MERCADO INTERNO TEM POTENCIAL ORIGEM NOS CRÉDITOS CONCEDIDOS NO PRIMEIRO TRIMESTRE
Ao completar o terceiro mês do ano, o consórcio de motocicletas, que ocupa o segundo lugar em volume de participantes ativos, assinalou aumentos em quatro dos seis indicadores. Nos destaques positivos estiveram os participantes ativos, vendas de cotas, tíquete médio e créditos comercializados.
No acumulado das vendas, houve alta de 7,2% com decorrente progresso de 11,5% nos negócios, considerando inclusive mais 2,6% do tíquete médio de março sobre o do mesmo mês de 2025. Na retomada geral dos negócios, o consórcio cresceu 6,2% nos participantes ativos.

Os quase 182 mil consorciados contemplados no trimestre equivaleram a potencial compra de 31,8% do mercado interno, que totalizou pouco mais de 571 mil de unidades comercializadas, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O percentual correspondeu a uma moto a cada três vendidas no país.
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 3,26 MILHÕES (MARÇO/2026)
- 3,07 MILHÕES (MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 6,2%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 382,88 MIL (JANEIRO-MARÇO/2026)
- 357,31 MIL (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 7,2%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 8,12 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2026)
- R$ 7,28 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 11,5%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 21,18 MIL (MARÇO/2026)
- R$ 20,64 MIL (MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 2,6%
CONTEMPLAÇÕES* (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 181,97 MIL (JANEIRO-MARÇO/2026)
- 188,22 MIL (JANEIRO-MARÇO/2025)
RETRAÇÃO: 3,3%
* EM RAZÃO DE PARCERIA ENTRE ABAC E B3, ESTE INDICADOR PODERÁ SER DESDOBRADO POR REGIÕES E POR ALGUNS ESTADOS, BASEADO NAS UTILIZAÇÕES DOS CRÉDITOS NO PERÍODO MENCIONADO.
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 3,86 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2026)
- R$ 3,83 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2025)
ESTÁVEL
VEÍCULOS PESADOS (CAMINHÕES, ÔNIBUS, SEMIRREBOQUES, TRATORES, IMPLEMENTOS)
APESAR DE OSCILAÇÕES, SEGMENTO SINALIZA PEQUENA REVERSÃO NA TENDÊNCIA DOS NEGÓCIOS NO PRIMEIRO TRIMESTRE
Nos três meses iniciais do ano, as oscilações, em relação a 2025, foram observadas nas vendas de cotas e na sua comercialização. A exemplo do quem vem ocorrendo no mercado de pesados, no qual entidades representantes das montadoras, concessionárias e revendas citaram dificuldades de crescimento como endividamento e taxa de juros que geraram expectativa de resultados abaixo do atingido no ano passado. Também o segmento do consórcio foi atingido, contudo observa-se um viés de recuperação.
Quatro indicadores do setor de pesados mostraram reversão e resultaram positivos neste trimestre, diverso dos apresentados em janeiro e fevereiro. As atividades nos setores do agronegócio e no transporte, os mais próximos à agricultura e à pecuária, vêm buscando enfrentar e retomar a estabilidade ao longo dos próximos meses.
O setor de Veículos Pesados reúne 51,0% de consorciados de máquinas agrícolas, 41,0% de caminhões e 8,0% de implementos rodoviários e agrícolas, aeronaves, embarcações, ônibus entre outros, sinalizou pequena reação no geral.

PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 905,36 MIL (MARÇO/2026)
- 874,28 MIL (MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 3,6%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 40,61 MIL (JANEIRO-MARÇO/2026)
- 45,18 MIL (JANEIRO-MARÇO/2025)
RETRAÇÃO: 10,1%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 9,30 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2026)
- R$ 10,01 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2025)
RETRAÇÃO: 7,1%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 239,92 MIL (MARÇO/2026)
- R$ 228,67 MIL (MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 4,9%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 28,30 MIL (JANEIRO-MARÇO/2026)
- 27,36 MIL (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 3,4%
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 6,52 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2026)
- R$ 6,00 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 8,7%
VEÍCULOS PESADOS (MÁQUINAS AGRÍCOLAS)
BALANÇO ESTIMADO DOS 51% RELATIVOS A MÁQUINAS AGRÍCOLAS
Os resultados apresentados refletem somente a proporção de 51,0% de participação dos consorciados de máquinas agrícolas no total dos Veículos Pesados. Desta forma, os dados a seguir retratam somente os indicadores de vendas, volume de negócios, contemplações, créditos concedidos e participantes ativos em crescimento ou em retração. O tíquete médio foi mantido.
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 461,73 MIL (MARÇO/2026)
- 445,88 MIL (MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 3,6%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 20,71 MIL (JANEIRO-MARÇO/2026)
- 23,04 MIL (JANEIRO-MARÇO/2025)
RETRAÇÃO: 10,1%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 4,74 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2026)
- R$ 5,11 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2025)
RETRAÇÃO: 7,2%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 239,92 MIL (MARÇO/2026)
- R$ 228,67 MIL (MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 4,9%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 14,43 MIL (JANEIRO-MARÇO/2026)
- 13,95 MIL (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 3,4%
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 3,33 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2026)
- R$ 3,06 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 8,8%
VEÍCULOS PESADOS (CAMINHÕES)
BALANÇO ESTIMADO DOS 41,0% RELATIVOS A CAMINHÕES
Os resultados apresentados refletem somente a proporção de 41,0% de participação dos consorciados de caminhões no total dos Veículos Pesados. Desta forma, os dados a seguir retratam somente os indicadores de vendas, volume de negócios, contemplações, créditos concedidos e participantes ativos em crescimento ou em retração. O tíquete médio foi mantido.

As 11,60 mil contemplações só de caminhões, relativas aos 41,0% dos Veículos Pesados, acontecidas no trimestre, janeiro a março, corresponderam a potencial compra de 35,0% do mercado interno que, quando somadas às 21,58 mil divulgadas pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), totalizaram 33,18 mil unidades vendidas. O percentual equivaleria a um caminhão a cada três comercializados no país.
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 371,20 MIL (MARÇO/2026)
- 358,46 MIL (MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 3,6%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 16,65 MIL (JANEIRO-MARÇO/2026)
- 18,52 MIL (JANEIRO-MARÇO/2025)
RETRAÇÃO: 10,1%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 3,81 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2026)
- R$ 4,10 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2025)
RETRAÇÃO: 7,1%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 239,92 MIL (MARÇO/2026)
- R$ 228,67 MIL (MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 4,9%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 11,60 MIL (JANEIRO-MARÇO/2026)
- 1,22 MIL (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 3,4%
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 2,67 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2026)
- R$ 2,46 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 8,5%
VEÍCULOS PESADOS (DEMAIS BENS)
BALANÇO ESTIMADO DOS 8,0% RELATIVOS A OUTROS BENS COMO IMPLEMENTOS RODOVIÁRIOS E AGRÍCOLAS, ÔNIBUS, EMBARCAÇÕES E AERONAVES
Os resultados apresentados refletem somente a proporção de 8,0% de participação dos consorciados de ônibus, aeronaves, embarcações, implementos rodoviários e agrícolas, entre outros, no total dos Veículos Pesados. Desta forma, os dados a seguir retratam somente os indicadores de vendas, volume de negócios, contemplações, créditos concedidos e participantes ativos em crescimento ou em retração. O tíquete médio foi mantido.

PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 72,43 MIL (MARÇO/2026)
- 69,94 MIL (MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 3,6%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 3,25 MIL (JANEIRO-MARÇO/2026)
- 3,61 MIL (JANEIRO-MARÇO/2025)
RETRAÇÃO: 10,0%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 744,00 MILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2026)
- R$ 800,80 MILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2025)
RETRAÇÃO: 7,1%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 239,92 MIL (MARÇO/2026)
- R$ 228,67 MIL (MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 4,9%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 2,26 MIL (JANEIRO-MARÇO/2026)
- 2,19 MIL (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 3,2%
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 521,60 MILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2026)
- R$ 480,00 MILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 8,7%
IMÓVEIS
NO PRIMEIRO TRIMESTRE, NEGÓCIOS EM ALTA PARA CASA PRÓPRIA E INVESTIMENTOS
Nos meses de janeiro, fevereiro e março, o sonho da casa própria continuou sendo o principal desejo do brasileiro. Pelo consórcio de imóveis, terceiro maior setor em número de participantes ativos no Sistema de Consórcios, dezenas de milhares de pessoas físicas concretizaram seus objetivos, nas últimas décadas. Vale incluir as pessoas jurídicas que têm no mecanismo a melhor solução para desenvolvimento de suas atividades profissionais com empreendimentos empresariais. Há outros que, ao adquirirem cotas de consórcio, transformam-nas em investimento focando rendimentos futuros.
Os avanços nos indicadores ratificam o constante e crescente interesse pelo mecanismo. Os destaques no trimestre foram as vendas de cotas, os negócios e os participantes que registraram percentuais acima dos 30%. Os demais, como o tíquete médio, contemplações e créditos concedidos, também anotaram crescimento. A procura pela modalidade sinaliza a consciência do brasileiro em adquirir bens imóveis, planejando e formando patrimônio com parcelas mensais acessíveis e baixo custo final.
As pouco mais de 30 mil contemplações ocorridas no primeiro bimestre deste ano, se destacaram no total setorial. A possível injeção financeira, em apenas dois meses, foi de pouco mais de cinco bilhões e setecentos mil de reais. Os resultados apontaram potencial participação de 30,1% da modalidade no total de 101,31 mil imóveis financiados no período, incluindo os consórcios, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
UTILIZAÇÃO DO FGTS NO CONSÓRCIO DE IMÓVEIS – JANEIRO-MARÇO DE 2026
Nos três primeiros meses do ano de 2026, houve 1.159 consorciados-trabalhadores, participantes dos grupos de consórcios de imóveis, que utilizaram parcial ou totalmente seus saldos nas contas do FGTS para pagar parcelas, ou quitar débitos, bem como ofertar valores em lances ou complementar créditos, totalizando R$ 101,68 milhões, de acordo com o Gepas/Caixa.

PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 2,96 MILHÕES (MARÇO/2026)
- 2,23 MILHÕES (MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 32,7%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 390,93 MIL (JANEIRO-MARÇO/2026)
- 284,67 MIL (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 37,3%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 74,68 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2026)
- R$ 54,39 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 37,3%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 199,54 MIL (MARÇO/2026)
- R$ 190,22 MIL (MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 4,9%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 45,17 MIL (JANEIRO-MARÇO/2026)
- 38,77 MIL (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 16,5%
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 8,45 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2026)
- R$ 7,47 BILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 13,1%
ELETROELETRÔNICOS E OUTROS BENS MÓVEIS DURÁVEIS
COM ALTA DE QUASE 45,0% NAS ADESÕES, SEGMENTO SEGUE CRESCENDO NO TRIMESTRE
No fechamento do trimestre, o consórcio de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis anotou elevado avanço percentual nos créditos comercializados: 194,2%. Também houve altas em outros quatro indicadores, ficando apenas um com retração. Importante ressaltar que os créditos concedidos, potencialmente injetados no mercado, alcançaram 28,4%, apesar da retração observada nas contemplações.
Participantes ativos, que também contribuíram para o recorde histórico, registraram evolução, caracterizando a forte demanda pela modalidade nos diversos eletros mais modernos.

O consórcio de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis vem se atualizando com presença de novos produtos, especialmente agregando inovações tecnológica e o desejo do consumidor de renovar ou atualizar seus eletrônicos e mobiliários.
Ao longo do trimestre, houve sequência da retomada iniciada no final do ano passado. O maior interesse esteve nos telefones celulares entre os diversos tipos de bens móveis e duráveis disponíveis.
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 253,02 MIL (MARÇO/2026)
- 235,72 MIL (MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 7,3%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 54,36 MIL (JANEIRO-MARÇO/2026)
- 37,52 MIL (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 44,9%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 870,32 MILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2026)
- R$ 295,80 MILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 194,2%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 14,25 MIL (MARÇO/2026)
- R$ 7,80 MIL (MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 82,7%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 9,44 MIL (JANEIRO-MARÇO/2026)
- 14,11 MIL (JANEIRO-MARÇO/2025)
RETRAÇÃO: 33,1%
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 142,84 MILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2026)
R$ 111,24 MILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 28,4%
SERVIÇOS
NEGÓCIOS SUPERAM MAIS DE R$ 345 MILHÕES NO PRIMEIRO TRIMESTRE
Flexibilidade e diversidade de utilizações são os principais diferenciais do consórcio de serviços que permitem variações nos usos dos créditos por ocasião das contemplações. No primeiro trimestre do ano, houve continuidade na retomada das vendas de cotas e nos correspondentes negócios sobre o mesmo bimestre do ano passado.
O destaque das adesões foi o volume de março, 6,61 mil, o maior nos últimos três anos. Houve crescimento em cinco dos seis indicadores e só uma retração. Foram realizados acima de R$ 345 milhões em negócios, a partir da venda de mais de 16 mil cotas nos três primeiros meses do ano.

PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 132,99 MIL (MARÇO/2026)
- 122,73 MIL (MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 8,4%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 16,33 MIL (JANEIRO-MARÇO/2026)
- 13,73 MIL (JANEIRO-MAERÇO/2025)
CRESCIMENTO: 18,9%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 345,45 MILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2026)
- R$ 253,97 MILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 36,0%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 21,83 MIL (MARÇO/2026)
- R$ 17,98 MIL (MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 21,4%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE CONTRATAR SERVIÇOS)
- 8,77 MIL (JANEIRO-MARÇO/2026)
- 9,59 MIL (JANEIRO-MARÇO/2025)
RETRAÇÃO: 8,6%
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 199,15 MILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2026)
- R$ 178,05 MILHÕES (JANEIRO-MARÇO/2025)
CRESCIMENTO: 11,9%
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NOVO SITE DA ABAC ESTÁ NO AR
Com mais conteúdo e maior facilidade de acesso, o novo site, colocado no ar recentemente, visa atender as necessidades do mercado consorcial ao informar e orientar consumidores sobre o mecanismo. O portal apresenta conteúdo mais completo, atendendo às informações mais procuradas, com visual impactante, atualizado e funcional.
A partir de um design moderno e responsivo, a conexão ao https://abac.org.br permite acessos aos consumidores, público em geral, participantes do Sistema de Consórcios, profissionais, empreendedores, empresários, jornalistas, a obterem dados e orientações navegando de forma simples, ampliando conhecimentos, facilitando análises e decisões.
CARTILHA DIGITAL
A ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios disponibiliza a cartilha digital
Transforme Sonhos em Projetos – Planejamento, Poupança e Crédito Consciente.
Com conteúdo orientando a transformação de sonhos em projetos, a cartilha é baseada na essência da educação financeira, que ensina a gerenciar o dinheiro, planejar e poupar para o futuro, e, inclusive, se proteger contra fraudes.
Para logar a cartilha digital, acesse o site https://abac.org.br
e clique em Blog da ABAC – Educação Financeira.
SABER FINANCEIRO - UM SITE FOCADO EM EDUCAÇÃO FINANCEIRA
A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios disponibiliza
um canal de comunicação para consumidores e investidores financeiros
focado no tema "Educação Financeira".
O site https://saberfinanceiro.org.br - disponibiliza conteúdo exclusivo
sobre o assunto, que possibilita aos interessados testar seus conhecimentos
e melhorar sua compreensão sobre o mercado financeiro.
GUIA CONSÓRCIOS DE A A Z
A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios coloca à disposição o
Guia Consórcios de A a Z. Todas as informações sobre o Sistema de Consórcios, desde a adesão até o encerramento do grupo.
Acesse: https://materiais.abac.org.br/guia-consorcio-de-a-a-z
PROGRAMA DE CERTIFICAÇÃO ABAC - PCA 10
A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios oferece o Programa de Certificação ABAC, destinado aos profissionais de vendas e representantes de administradoras de consórcios, sejam associadas ou não à entidade de classe. Trata-se da primeira certificação exclusiva do Sistema de Consórcios, o PCA10.
Saiba mais em https://certificacaoabac.org.br.
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