ABAC AVALIA POSSÍVEL DESEMPENHO DO SISTEMA DE CONSÓRCIOS EM 2027
Desde setembro de 1962, o Sistema de Consórcios, uma criação genuinamente brasileira, vem realizando e concretizando sonhos de consumidores.
Ao longo de sua história, verifica-se que esse mecanismo de autofinanciamento possui forte resiliência. Atravessou planos econômicos, recessões, troca de moedas, entre tantos eventos registrados na vida econômica do país, sempre mantendo firme sua trajetória.
Nos últimos anos, o crescimento tem sido constante, como demonstram as quebras de recordes na comercialização de cotas e consequente marcas inéditas de participantes ativos.
“Afirmar que estamos imunes a crises não seria necessariamente verdade”, comenta Luiz Antonio Barbagallo, economista da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), “porém, o segmento já demonstrou ter capacidade de enfrentar oscilações e mostrar rápida recuperação, diferentemente de outros setores da economia”.
Observando o gráfico de percentuais de comportamento de vendas de cotas e da evolução da taxa Selic, relativo ao período de 2005 a 2025, Barbagallo afirma sua certeza na força do consórcio no cenário econômico nacional. “É possível verificar que ao longo dos últimos 20 anos, incluindo 2026, o Sistema só teve decréscimos em quatro. Em doze anos, o crescimento ficou acima de 5%, correspondendo a 60% do período. Em dez desses anos, o avanço superou 6%, representando 50% do ciclo analisado, enquanto em cinco anos o crescimento ultrapassou 10%, equivalente a 25% do período mencionado.
Por outro lado, ao observar os quatro anos de queda nas adesões, o economista salientou que, “especificamente entre 2013 e 2016, houve uma recessão econômica brutal, com desemprego, queda na renda dos consumidores e taxas de juros similares aos níveis atuais, como os 14,03% em 2016, ano em que o desempenho foi negativo em (4,3%). Somente este fato desmistifica a crença de que se vende muito consórcio quando a taxa Selic está alta”.
Barbagallo resume ao lembrar que “as principais influências observadas nos desempenhos negativos na procura pela modalidade foram a renda e o nível de emprego, dois indicadores adversos à época”.
Ao esboçar uma interpretação sobre as expectativas para 2027, o economista, à luz dessa análise, ponderou que “fazer um diagnóstico mais real só será possível a partir da definição das eleições do futuro presidente, considerando o que ele irá encontrar, e quais medidas poderá tomar para corrigir e alinhar a rota econômica”.
Ao traçar algumas conjunturas possíveis para os próximos anos, Barbagallo partiu do reconhecimento de que o país atravessa grande déficit fiscal e comentou que “independente da linha econômica para o próximo eleito, via mercado ou via maior intervenção governamental, o problema fiscal precisará ser enfrentado. Déficit se corrige com redução de gastos e aumento de impostos, o que desaceleraria a economia e permitiria redução nas taxas de juros”.
Considerando a informação divulgada pelo boletim Focus, do Banco Central do Brasil, que projeta a taxa Selic em 12% até o final de 2027, o economista afirma que “a curto prazo, pouca coisa mudará nesse quesito. Todavia, em paralelo, há projeção de tímido crescimento da economia, da ordem de 1,5%, que poderá impactar o consórcio, visto que baixo crescimento pode vir a deprimir a renda e reduzir o nível de emprego, acrescidos de previsões ainda inferiores”.
Periodicamente, a ABAC tem divulgado seu Índice de Confiança do Sistema de Consórcios - ICSC, que, desde seu início em maio de 2024, não havida ficado abaixo dos 60 pontos. Pela primeira vez, em junho deste ano, ao atingir 53,8 pontos, as percepções dos executivos do segmento consorcial projetaram resultados de desaceleração para a economia do país.
“Não acreditamos em uma recessão brutal para 2027”, conclui Barbagallo, “mas sim uma continuidade da gradativa desaceleração que poderá tornar os números do Sistema um pouco mais modestos. Somente a partir do final de outubro será possível trabalhar com o novo cenário e estimar taxas de crescimento de cada um dos seis segmentos do consórcio para o ano que vem”.
Com ponderação, Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC, diz que “ainda, independentemente do cenário, acreditamos que o consumidor, mais consciente sobre educação financeira, continuará analisando, avaliando e investindo em seu futuro, pois toda crise passa. Aliás, momentos já vivenciados anteriormente atestam essa conclusão”.
Rossi reforça exemplificando que no período de 2020 e 2021, “mesmo paralisados por uma pandemia mundial, os consorciados entenderam que o futuro estava logo ali e decidiram continuar a aderir ao Sistema, registrando quebras de recordes consecutivos até os dias atuais”.
Os dados dos oito primeiros meses do ano apontaram 3,82 milhões de cotas comercializadas com R$ 389,59 bilhões em negócios realizados. No período, foram concedidos R$ 85,72 bilhões em créditos para aquisição de bens, com a contemplação de 1,18 milhão de consorciados potenciais consumidores do mercado interno. Também os participantes ativos cresceram e alcançaram 13,55 milhões em julho.
CONSÓRCIOS: NEGÓCIOS CRESCEM 24,2% E ATINGEM QUASE R$ 390 BILHÕES EM OITO MESES
Em agosto, vendas batem recorde mensal com 510,67 mil cotas e acumulam 3,82 milhões de janeiro a agosto com alta de 15,1%
O Sistema de Consórcios atingiu o total de R$ 389,59 bilhões em negócios realizados no acumulado de janeiro a agosto, um recorde para o período, 24,2% acima dos R$ 313,72 bilhões registrados nos mesmos meses do ano passado, de acordo com o levantamento feito pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) junto à maioria de seus associados.
Houve ainda nesses oito meses, como gerador dos créditos comercializados, a venda de 3,82 milhões de cotas, 15,1% acima das 3,32 milhões alcançadas no ano passado, anotando mais um total inédito da modalidade nos últimos dez anos.
Com a manutenção do ritmo dos negócios consorciais, o Sistema de Consórcios vem demonstrando maturidade, apoiado pelas atitudes do consumidor brasileiro que, ao administrar suas finanças pessoais no espírito da educação financeira, mantem o orçamento mensal pessoal ou familiar equilibrado, por vezes com algum endividamento.
Como decorrência dos bons resultados obtidos nas adesões em agosto, o volume de participantes ativos aumentou e completou 13,55 milhões, 12,0% superior aos 12,09 milhões realizados naquele mês do ano passado.
Ao chegar aos 13,55 milhões de participantes ativos em agosto, constatou-se 65,0% de crescimento sobre os 8,21 milhões anotados desde janeiro de 2022. Nestes mais de quatro anos e meio, foram obtidos 55 recordes consecutivos, com exceção de abril de 2023.
De janeiro a agosto, o acumulado de contemplações, momentos quando os créditos concedidos podem ser transformados em bens e serviços, ultrapassou 1,18 milhão, 1,2% além dos 1,16 milhão dos mesmos meses de 2025.
Como decorrência, a liberação de créditos concedidos alcançou R$ 85,72 bilhões, potencialmente injetados nos mercados setoriais internos, 6,5% sobre os R$ 80,51 bilhões anteriores.
O tíquete médio de agosto anotou R$ 113,57 mil, ao avançar 13,8% sobre o do mesmo mês de 2025, quando atingiu R$ 99,79 mil. O crescimento é justificado pela comercialização de cotas com valores maiores, evidenciando mais uma vez o comportamento do brasileiro em assumir compromissos possíveis de serem cumpridos dentro do orçamento, compatíveis com sua renda.
“Quando restam quatro meses para encerramento do ano, o Sistema de Consórcios manteve a constância do crescimento apresentada durante os oito iniciais. Novamente os resultados reafirmaram o conhecimento do brasileiro sobre a essência da educação financeira, em especial na gerência de suas finanças pessoais”, destaca Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC.
“Apesar das oscilações da inflação, em queda com deflação em agosto, bem como da desaceleração da economia, ou mesmo possíveis influências climáticas, o cidadão tem considerado sua capacidade em assumir novos compromissos buscando conservar equilibrado seu orçamento. Sem esquecer do alto endividamento das famílias, 82,0%, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), importante lembrar que o consórcio, que tem sua base na renda pessoal, deve seguir em alta, inclusive pelo baixo índice de desemprego, 5,3%, apontado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em julho”, completa Rossi.
DETALHES DOS INDICADORES
VENDAS DE COTAS
De janeiro a agosto, o destaque foi o recorde mensal das adesões gerais, nos últimos dez anos. O total de 510,67 mil, batido em agosto, foi acima inclusive da média mensal de comercializações que está em 477,44 mil em 2026.
Os setores de veículos leves, imóveis e motocicletas registraram os maiores volumes mensais de vendas do ano, respectivamente com 188,95 mil, 156,67 mil e 137,90 mil.
Na somatória das comercializações, 3,82 milhões de cotas, a distribuição por setor ficou assim: 1,36 milhão em veículos leves; 1,14 milhão em imóveis; 1,03 milhão em motocicletas; 124,69 mil em veículos pesados, 123,46 mil em eletroeletrônicos; e 42,53 mil em serviços.
Entre os seis segmentos, cinco registraram avanço: imóveis, com 39,4%; eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, com 8,4%; veículos leves, com 8,2%; motocicletas, com 7,7%; e serviços, com 4,4%. Houve retração somente em veículos pesados, com (-6,5%).
CONTEMPLAÇÕES
As contemplações por setor, acumuladas no período, ficaram assim distribuídos: 502,91 mil em veículos leves; 446,55 mil em motocicletas; 110,07 mil em imóveis; 62,11 mil em veículos pesados; 28,20 mil em serviços; e 26,45 mil de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis.
Nos seis segmentos, houve aumento de 17,9% em imóveis, seguido por 17,2% em serviços, e 2,0% em motocicletas. Enquanto o setor de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis anotou retração de (-30,3%), os de veículos leves e de pesados mostraram estabilidade.
PARTICIPANTES ATIVOS
A presença dos participantes ativos em cada setor, onde o consórcio está presente, estiveram assim divididos: 41,5% nos veículos leves; 24,6% nos imóveis; 24,6% nas motocicletas; 6,9% nos veículos pesados; 1,4% nos eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis; e 1,0% nos serviços.
No destaque, o volume alcançado pelo consórcio de imóveis, 3,34 milhões em agosto, que desde julho passou a ser o segundo maior setor em consorciados ativos, cresceu 33,7% sobre 2,50 milhões, anotados no mesmo mês do ano passado.
Em cada setor, dos 13,55 milhões de ativos, a divisão ficou assim: 5,63 milhões em veículos leves; 3,34 milhões em imóveis; 3,33 milhões em motocicletas; 936,38 mil em veículos pesados; 174,24 mil em eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis; e 138,38 mil em serviços.
TÍQUETE MÉDIO EM CINCO ANOS
Ao analisar o desempenho dos tíquetes médios nos meses de agosto nos intervalos dos últimos cinco anos, verificou-se valorização nominal de 83,7% na evolução dos valores médios registrados. Ao descontar a inflação (IPCA) de 19,05% do período, na relação da diferença de R$ 61,82 mil, de agosto de 2022, para R$ 113,57 mil, no mesmo mês de 2026, houve elevação real de 54,31%.
A IMPORTÂNCIA DOS CONSÓRCIOS NA CADEIA PRODUTIVA
Ao longo de mais de seis décadas, o consórcio, como autofinanciamento, tem sido a opção mais simples e econômica para o consumidor atingir seus objetivos de consumo, empreendedorismo ou formações e ampliações patrimoniais com planejamento a médio e longo prazos.
No setor dos veículos leves, de janeiro a agosto, a potencial presença foi de um a cada quatro veículos leves vendidos no país.
Ao participar da programação da produção industrial em diversos segmentos na qual está presente, como no setor de motocicletas, por exemplo, o mecanismo também evoluiu. Nos oito meses de 2026, as contemplações possibilitaram a potencial aquisição de uma moto a cada três comercializadas no mercado interno.
Entre os veículos pesados, a modalidade sinalizou um a cada três caminhões negociados para ampliação ou renovação de frotas para o setor de transportes, com destaque especial para utilização no agronegócio.
No resumo dos oito meses de contemplações no consórcio foram liberados mais de R$ 62,21 bilhões, somente para os veículos automotores. O consórcio atingiu 26,6% de possível presença no setor de automóveis, utilitários e camionetas. No de motocicletas, houve 28,3% de provável participação, e no de veículos pesados, a relação somente para caminhões foi de 27,0%, no período.
No segmento imobiliário, nos sete primeiros meses do ano, as contemplações representaram potenciais 21,8% de participação no total de 431,73 mil imóveis financiados, incluindo recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e dos consórcios, potencialmente um imóvel a cada cinco comercializados.
“Importante lembrar que, ao longo dos meses, muitos créditos liberados por ocasião das contemplações no Sistema de Consórcios não são transformados de imediato em bens ou em contratações de serviços”, detalha Rossi. “Há créditos de consorciados contemplados que ainda estão pendentes de utilização em vários segmentos. Por esta razão, divulgamos dois tipos de classificações: primeiro, as estimativas de potenciais transformações dos créditos em bens nos mercados de cada setor e, na sequência, relativas às aquisições efetivamente realizadas”, completa.
PARTICIPAÇÃO DAS AQUISIÇÕES DE VEÍCULOS VIA CONSÓRCIO NAS VENDAS NO MERCADO INTERNO DE JANEIRO A AGOSTO DE 2026
Ao utilizar os dados divulgados pela B3 de janeiro a agosto deste ano, os percentuais de aquisição de veículos automotores realizados via consórcio confirmaram a presença e o gradativo crescimento do mecanismo nas vendas no mercado interno.
A participação dos consórcios, incluindo leves, motos, caminhões, implementos rodoviários e ônibus, considerando os indicativos de novos e seminovos, variaram de 6,5% a 35,3% entre os totais individuais no período. Cada percentual registrou o interesse dos consumidores, pessoas físicas e jurídicas, pela modalidade como forma de usufruir das características básicas como parcelas acessíveis, não cobrança de juros, prazos longos, poder de compra à vista, isento de cobranças retroativas e de IOF, entre outros.
No segmento de veículos leves, observou-se que, do total geral, 8,7% foram realizados com créditos concedidos por contemplações, enquanto 91,3% originaram-se dos financiamentos.
Na divisão entre novos e usados, verificou-se que 10,1% dos veículos zero km foram comercializados via consórcio enquanto 89,9% foram por financiamentos. Nos seminovos, houve 8,3% pelo consórcio e 91,7% por financiamentos.
No segmento das duas rodas, observou-se que, do volume comercializado no mercado nacional, 27,6% foram utilizados a partir de créditos concedidos por consórcio, e 72,4% provenientes de financiamentos.
Ao separar em novas e usadas, 35,3% foram registrados nas motos zero via consórcio e 64,7% foram por financiamentos. Nas seminovas, houve 6,5% pela modalidade consorcial e 93,5% por financiamentos.
No segmento dos veículos pesados, os caminhões mostraram que, do total vendido internamente, 11,7% foram com uso de créditos liberados por consórcio e 88,3% procedentes de financiamentos.
Na separação entre novos e usados, houve 9,0% de caminhões zero comercializados via consórcio e 90,0% por financiamentos. Os seminovos somaram 13,5% via Sistema de Consórcios, enquanto 86,5% foram por financiamentos.
Ainda em veículos pesados, os implementos rodoviários totalizaram 21,1% de vendas pelo consórcio e 78,9% resultante de outras linhas de crédito, no mercado interno.
Na análise entre novos e usados, houve 19,6% de semirreboques zero comercializados via consórcio e 80,4% pelos vários tipos de financiamentos. Paralelamente, os seminovos atingiram 22,8% pelas contemplações e 77,2% por empréstimos variados.
Ainda em veículos pesados, os ônibus totalizaram 10,7% de vendas pelo consórcio e 89,3% foram resultantes de outras linhas de crédito, no mercado interno.
Na análise entre novos e usados, houve 8,9% de ônibus zero emplacados via consórcio e 91,1% pelos vários tipos de financiamentos. Paralelamente, os seminovos atingiram 11,5% pelas contemplações e 88,5% por empréstimos variados.
O CONSÓRCIO E A ECONOMIA NACIONAL
O consórcio ou autofinanciamento está atualmente presente em praticamente todos os principais segmentos da economia brasileira. Desde o início até hoje tem sua importância crescente no de veículos leves. Depois, ainda em automotores, vieram as motocicletas e veículos pesados, os imóveis, serviços e eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis.
Ano após ano, a modalidade vem expandindo seu market share no mercado financeiro. Uma forte característica do mecanismo é não gerar inflação e proporcionar a concretização de inúmeros objetivos e alavancar a produção industrial.
Com esse panorama, o consórcio tem influenciado mais fortemente, inclusive provocando mudanças de hábitos do consumidor especialmente na gestão de finanças pessoais. Como decorrência, entre os principais fatores para adesão à modalidade está a renda do brasileiro. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a renda média mensal real do trabalhador brasileiro, no final do semestre, atingiu R$ 3.738,00, considerando todas as fontes de renda.
Em paralelo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou deflação de 0,32% em agosto, acumulando 4,22% nos últimos doze meses, mantendo-se dentro da faixa de tolerância do teto estabelecido pelo Banco Central. A principal influência para essa baixa foi a pressão dos grupos habitação, alimentação e bebidas, e transportes.
Ao ponderar sobre o atual panorama econômico nacional, Rossi salientou que “os seguidos resultados positivos do Sistema de Consórcios, sinalizados pelos indicadores geral e setoriais, evidenciam o comportamento do brasileiro, cujo foco principal está na disponibilidade em sua renda. Ao pensar e planejar o futuro, vale-se de pesquisas e comparações, para optar por uma das diversas modalidades ofertadas no mercado, aderindo, muitas vezes, ao consórcio”.
O SISTEMA DE CONSÓRCIOS NA DÉCADA, DE 2017 A 2026
Em meses de agosto, nos últimos dez anos, o total de 13,55 milhões de participantes ativos de 2026 ultrapassou as somas contabilizadas de 2017 até 2025, apontando novo recorde e registrando crescimento de 96,9% no período.
Na última década, houve ainda volume inédito nas vendas de cotas em 2026, somente nos acumulados dos meses de janeiro e agosto. O recorde de 3,82 milhões de adesões foi alcançado no deste ano, no período de 2017 a 2026. Foi registrado crescimento de 151,3%.
Do total de consorciados contemplados, considerando somente as somatórias dos oito meses nos últimos dez anos, a marca de 1,18 milhão de 2026 ficou em primeiro lugar, a melhor da década. No período, houve crescimento de 45,9%.
NÚMEROS DO SISTEMA DE CONSÓRCIOS
ESTIMATIVAS SEGUNDO A ASSESSORIA ECONÔMICA DA ABAC
RESUMO DOS INDICADORES - GERAL E SETORIAIS
O SISTEMA DE CONSÓRCIOS - GERAL
Ao completar o oitavo mês do ano, o Sistema de Consórcios voltou a assinalar marca inédita na história ao chegar a 13,55 milhões de participantes ativos. O balanço estimativo de janeiro a agosto foi preparado considerando a avaliação de dados fornecidos pela maioria significativa dos associados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), preparado pela assessoria econômica da entidade.
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS EM GRUPOS EM ANDAMENTO)
- 13,55 MILHÕES (AGOSTO/2026)
- 12,09 MILHÕES (AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 12,1%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 3,82 MILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- 3,32 MILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 15,1%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS
- R$ 389,59 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- R$ 313,72 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 24,2%
TÍQUETE MÉDIO (VALOR MÉDIO DA COTA NO MÊS)
- R$ 113,57 MIL (AGOSTO/2026)
- R$ 99,79 MIL (AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 13,8%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 1,18 MILHÃO (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- 1,16 MILHÃO (JANEIRO-AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 1,7%
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS
- R$ 85,72 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- R$ 80,51 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 6,5%
Com a divulgação do PIB brasileiro de 2024 que alcançou R$ 11,7 trilhões, a participação dos R$ 719,0 bilhões dos ativos administrados no Sistema de Consórcios, em 2024, atingiu 6,1%, crescendo 0,8 ponto percentual sobre a de 2023.
ATIVOS ADMINISTRADOS*
- R$ 719 BILHÕES (DEZEMBRO/2024)
- R$ 574 BILHÕES (DEZEMBRO/2023)
CRESCIMENTO: 25,3%
Ainda em 2024, o Patrimônio Líquido Ajustado (PLA) do Sistema de Consórcios alcançou R$ 20,92 bilhões, 8,6% maior que os R$ 19,27 bilhões obtidos em 2023, proporcionando maior segurança.
PATRIMÔNIO LÍQUIDO AJUSTADO*
- R$ 20,92 BILHÕES (DEZEMBRO/2024)
- R$ 19,27 BILHÕES (DEZEMBRO/2023)
CRESCIMENTO: 8,6%
PARTICIPAÇÃO NO PIB DE 2024
6,1% - Calculado com base no valor de R$ 719 bilhões (Ativos Administrados de dez/24).
TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES PAGOS*
- R$ 3,48 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2024)
- R$ 2,84 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2023)
CRESCIMENTO: 22,5%
Fontes:
*) Banco Central do Brasil
**) ABAC
O SISTEMA DE CONSÓRCIOS - SETORES
VEÍCULOS AUTOMOTORES EM GERAL (LEVES, PESADOS E MOTOS)
MAIS DE R$ 62 BILHÕES POTENCIALMENTE INJETADOS NO MERCADO AUTOMOTIVO EM OITO MESES
As adesões aos grupos de consórcio de automotores, que inclui veículos leves, motocicletas e veículos pesados, registraram aumento no acumulado de janeiro a agosto. Paralelamente, três dos outros quatro indicadores também avançaram e um apresentou estabilidade. Os negócios no setor automotivo mostraram boas performances apontando expectativas positivas até o final do ano.
Os créditos concedidos no Sistema de Consórcios no total entre financiamentos, leasing e consórcios do setor automotivo, divulgado pelo Banco Central do Brasil, apresentou retração de 0,9 ponto percentual, diminuindo de 24,9%, de janeiro a maio de 2025, para 24,0%, no mesmo período deste ano.
Dos 9,90 milhões de participantes ativos em veículos automotores, 56,9% participaram dos grupos de veículos leves, 33,6% nos de motocicletas e 9,5% nos de veículos pesados.
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 9,90 MILHÕES (AGOSTO/2026)
- 9,20 MILHÕES (AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 7,6%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 2,52 MILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- 2,35 MILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 7,2%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 154,39 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- R$ 141,90 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 8,8%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM POSSIBILIDADE DE COMPRAR BENS)
- 1,01 MILHÃO (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- 1,01 MILHÃO (JANEIRO-AGOSTO/2025)
ESTÁVEL
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 62,21 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- R$ 60,36 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 3,1%
PARTICIPAÇÃO DOS CONSÓRCIOS EM CRÉDITOS CONCEDIDOS
PERCENTUAL DO TOTAL INCLUINDO FINANCIAMENTO*, LEASING* E CONSÓRCIO**
24,0% (JAN-JUL/2026) - R$ 54,77 BILHÕES SOBRE R$ 228,00 BILHÕES
24,9% (JAN-JUL/2025) - R$ 50,55 BILHÕES SOBRE R$ 202,96 BILHÕES
Fontes:
*) Banco Central do Brasil
**) ABAC
VEÍCULOS LEVES (AUTOMÓVEIS, CAMIONETAS, UTILITÁRIOS)
NEGÓCIOS ACUMULAM MAIS DE R$ 100 BILHÕES DE JANEIRO A AGOSTO
O consórcio de veículos leves, maior setor em volume de consorciados ativos no Sistema, superou a marca dos R$ 100 bilhões em créditos comercializados a partir das vendas de cotas no acumulado de janeiro a agosto.
Houve aumento de participantes ativos, com mais 9,5% entre os 5,63 milhões de agosto deste ano sobre os 5,14 milhões do mesmo mês de 2025. Os demais indicadores também registraram altas, exceto o das contemplações que anotou estabilidade.
Este setor inclui automóveis, camionetas e utilitários, cujos resultados, nos oito meses, sinalizam boas perspectivas para o segundo semestre em andamento.
As quase 503 mil contemplações em veículos leves injetaram potencialmente créditos no mercado que propiciaram 26,6% de participação nas comercializações internas, cujo total chegou a 1,89 milhão de unidades. Portanto, um veículo a quase quatro vendidos, considerada a divulgação da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 5,63 MILHÕES (AGOSTO/2026)
- 5,14 MILHÕES (AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 9,5%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 1,36 MILHÃO (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- 1,26 MILHÃO (JANEIRO-AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 7,9%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 101,85 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- R$ 88,01 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 15,7%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 77,52 MIL (AGOSTO/2026)
- R$ 73,12 MIL (AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 6,0%
CONTEMPLAÇÕES* (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 502,91 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- 506,22 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2025)
ESTÁVEL
* EM RAZÃO DE PARCERIA ENTRE ABAC E B3, ESTE INDICADOR PODERÁ SER DESDOBRADO POR REGIÕES E POR ALGUNS ESTADOS, BASEADO NAS UTILIZAÇÕES DOS CRÉDITOS NO PERÍODO MENCIONADO.
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 37,64 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- R$ 35,50 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 6,0%
MOTOCICLETAS
VENDAS ULTRAPASSAM UM MILHÃO DE COTAS NO ACUMULADO DE JANEIRO A AGOSTO
Em agosto, o consórcio de motocicletas, terceiro maior setor em número de participantes ativos, registrou avanço nos seis indicadores. O principal destaque foi o volume de negócios que apontou crescimento de 9,0%, em oito meses, a partir das adesões que acumularam alta de 7,2% no período.
Enquanto os participantes ativos atingiram 3,33 milhões em agosto, o tíquete médio do mês chegou R$ 21,94 mil, com alta de 5,1%.
Outro destaque foi o total de R$ 9,57 bilhões em créditos concedidos de janeiro a agosto, injetados potencialmente no mercado, contribuindo para o crescimento setorial.
As mais de 446 mil contemplações, de janeiro a agosto, corresponderam a potencial compra de 28,3% do mercado interno, que totalizou 1,59 milhão de unidades comercializadas, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O percentual correspondeu a uma moto a cada três vendidas no país.
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 3,33 MILHÕES (AGOSTO/2026)
- 3,16 MILHÕES (AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 5,4%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 1,03 MILHÃO (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- 960,72 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 7,2%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 22,19 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- R$ 20,35 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 9,0%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 21,94 MIL (AGOSTO/2026)
- R$ 20,88 MIL (AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 5,1%
CONTEMPLAÇÕES* (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 446,55 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- 437,63 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 2,0%
* EM RAZÃO DE PARCERIA ENTRE ABAC E B3, ESTE INDICADOR PODERÁ SER DESDOBRADO POR REGIÕES E POR ALGUNS ESTADOS, BASEADO NAS UTILIZAÇÕES DOS CRÉDITOS NO PERÍODO MENCIONADO.
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 9,57 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- R$ 9,19 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 4,1%
VEÍCULOS PESADOS (CAMINHÕES, ÔNIBUS, SEMIRREBOQUES, TRATORES, IMPLEMENTOS)
SETOR VIVENCIA OSCILAÇÕES E PERSPECTIVAS DE RECUPERAÇÃO
Ao longo de janeiro a agosto, os indicadores do setor de veículos pesados têm sinalizado oscilações, acompanhando o comportamento do mercado interno de transporte e do agronegócio. Enquanto o de participantes ativos apresentou crescimento, quatro indicaram retrações e um esteve estável. Vendas de cotas, negócios realizados, tíquete médio e créditos disponibilizados fecharam em baixa no período. Somente o acumulado de contemplações indicou estabilidade.
Tais situações espelham o panorama vivido pelo mercado dos pesados no país, no qual máquinas agrícolas, caminhões e outros bens, mês após mês, tem tido altas e baixas na expectativa de gradativamente se recuperar.
O setor de Veículos Pesados reúne estimativamente 51,0% de consorciados de máquinas agrícolas, 41,0% de caminhões e 8,0% de implementos rodoviários e agrícolas, aeronaves, embarcações, ônibus entre outros.
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 936,38 MIL (AGOSTO/2026)
- 902,20 MIL (AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 3,8%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 124,69 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- 133,43 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2025)
RETRAÇÃO: 6,6%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 30,36 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- R$ 33,54 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2025)
RETRAÇÃO: 9,5%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 223,92 MIL (AGOSTO/2026)
- R$ 401,40 MIL (AGOSTO/2025)
RETRAÇÃO: 44,2%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 62,11 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- 62,68 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2025)
ESTÁVEL
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 15,00 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- R$ 15,66 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2025)
RETRAÇÃO: 4,2%
VEÍCULOS PESADOS (MÁQUINAS AGRÍCOLAS)
BALANÇO ESTIMADO DOS 51% RELATIVOS A MÁQUINAS AGRÍCOLAS
Os resultados apresentados refletem somente a proporção de 51,0% de participação dos consorciados de máquinas agrícolas no total dos Veículos Pesados. Desta forma, os dados dos oito meses a seguir retratam somente os indicadores de vendas, volume de negócios, contemplações, créditos concedidos e participantes ativos em crescimento ou em retração. O tíquete médio foi mantido.
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 477,55 MIL (AGOSTO/2026)
- 460,12 MIL (AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 3,8%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 63,59 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- 68,05 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2025)
RETRAÇÃO: 6,6%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 15,48 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- R$ 17,11 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2025)
RETRAÇÃO: 9,5%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 223,92 MIL (AGOSTO/2026)
- R$ 401,40 MIL (AGOSTO/2025)
RETRAÇÃO: 44,2%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 31,68 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- 31,97 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2025)
ESTÁVEL
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 7,65 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- R$ 7,99 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2025)
RETRAÇÃO: 4,3%
VEÍCULOS PESADOS (CAMINHÕES)
BALANÇO ESTIMADO DOS 41,0% RELATIVOS A CAMINHÕES
Os resultados apresentados refletem somente a proporção de 41,0% de participação dos consorciados de caminhões no total dos Veículos Pesados. Desta forma, os dados dos oito meses a seguir retratam somente os indicadores de vendas, volume de negócios, contemplações, créditos concedidos e participantes ativos em crescimento ou em retração. O tíquete médio foi mantido.
As 25,47 mil contemplações só de caminhões, relativas aos 41,0% dos Veículos Pesados, acontecidas de janeiro a agosto, corresponderam a potencial compra de 27,0% do mercado interno que, quando somadas às 68,83 mil divulgadas pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), totalizaram 94,30 mil unidades vendidas. O percentual equivaleria a um caminhão a cada três comercializados no país.
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 383,92 MIL (AGOSTO/2026)
- 369,90 MIL (AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 3,8%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 51,12 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- 54,71 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2025)
RETRAÇÃO: 6,6%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 12,45 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- R$ 13,75 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2025)
RETRAÇÃO: 9,5%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 223,92 MIL (AGOSTO/2026)
- R$ 401,40 MIL (AGOSTO/2025)
RETRAÇÃO: 44,2%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 25,47 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- 25,70 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2025)
ESTÁVEL
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 6,15 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- R$ 6,42 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2025)
RETRAÇÃO: 4,2%
VEÍCULOS PESADOS (DEMAIS BENS)
BALANÇO ESTIMADO DOS 8,0% RELATIVOS A OUTROS BENS COMO IMPLEMENTOS RODOVIÁRIOS E AGRÍCOLAS, ÔNIBUS, EMBARCAÇÕES E AERONAVES
Os resultados apresentados refletem somente a proporção de 8,0% de participação dos consorciados de ônibus, aeronaves, embarcações, implementos rodoviários e agrícolas, entre outros, no total dos Veículos Pesados. Desta forma, os dados dos oito meses a seguir retratam somente os indicadores de vendas, volume de negócios, contemplações, créditos concedidos e participantes ativos em crescimento ou em retração. O tíquete médio foi mantido.
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 74,91 MIL (AGOSTO/2026)
- 72,18 MIL (AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 3,8%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 9,98 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- 10,67 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2025)
RETRAÇÃO: 6,5%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 2,43 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- R$ 2,68 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2025)
RETRAÇÃO: 9,3%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 223,92 MIL (AGOSTO/2026)
- R$ 401,40 MIL (AGOSTO/2025)
RETRAÇÃO: 44,2%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 4,97 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- 5,01 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2025)
ESTÁVEL
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 1,20 BILHÃO (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- R$ 1,25 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2025)
RETRAÇÃO: 4,0%
IMÓVEIS
VENDAS DE COTAS CRESCEM 39,9% E NEGÓCIOS AVANÇAM 36,3% NOS ACUMULADOS DE JANEIRO A AGOSTO
Ao ultrapassar a marca de um milhão de cotas vendidas nos oito meses do ano, atingindo 1,14 milhão, o consórcio de imóveis vem registrando crescimento constante. Com esse volume, os negócios somaram mais de R$ 230 bilhões. Também os acumulados de contemplações e créditos concedidos apresentaram avanços no período, tornando o mecanismo um dos mais procurados atualmente.
Paralelamente, observou-se que o tíquete médio de agosto anotou alta de 18,9%, justificado pela contratação de créditos maiores adequados aos orçamentos pessoal ou familiar visando cumprimento dos compromissos.
As 93,93 mil contemplações, ocorridas em sete meses, se destacaram no total setorial. A possível injeção financeira, nesses meses, foi de R$ 18,64 bilhões. Os resultados apontaram potencial participação de 21,8% da modalidade no total de 431,73 mil imóveis financiados no período, incluindo os consórcios, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
UTILIZAÇÃO DO FGTS NO CONSÓRCIO DE IMÓVEIS – JANEIRO-AGOSTO DE 2026
Na soma de janeiro a agosto deste ano, houve 3.235 consorciados-trabalhadores, participantes dos grupos de consórcios de imóveis, que utilizaram parcial ou totalmente seus saldos nas contas do FGTS para pagar parcelas, ou quitar débitos, bem como ofertar valores em lances ou complementar créditos, totalizando R$ 297,41 milhões, de acordo com o Gepas/Caixa.
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 3,34 MILHÕES (AGOSTO/2026)
- 2,50 MILHÕES (AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 33,6%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 1,14 MILHÃO (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- 815,06 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 39,9%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 231,90 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- R$ 170,09 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 36,3%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 234,83 MIL (AGOSTO/2026)
- R$ 197,47 MIL (AGOSTO/2025)
RETRAÇÃO: 18,9%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 110,07 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- 93,34 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 17,9%
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 22,43 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- R$ 19,37 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 15,8%
ELETROELETRÔNICOS E OUTROS BENS MÓVEIS DURÁVEIS
TÍQUETE MÉDIO E VENDAS DE COTAS CRESCEM E PROPORCIONAM AUMENTO DE 156,8% NOS NEGÓCIOS REALIZADOS EM OITO MESES
Em agosto, o consórcio de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis anotou aumento de 98,3% no tíquete médio que, aliado ao avanço de 8,4% nas vendas de cotas, resultou no aumento de 156,8% nos negócios realizados de janeiro a agosto.
Apesar dos bons resultados obtidos, os participantes ativos tiveram retração de 36,0% em agosto deste ano sobre o mesmo mês de 2025.
O consórcio de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis vem se atualizando com presença de novos produtos, especialmente aqueles que agregam inovações tecnológicas aliados ao desejo do consumidor de renovar ou modernizar seus eletrônicos e mobiliários.
Ao longo dos oito meses, a continuidade dos negócios com tíquete médio mensal elevado assinalou o interesse dos consorciados por cotas de telefones celulares, televisores e outros tipos de bens móveis e duráveis disponíveis.
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 174,25 MIL (AGOSTO/2026)
- 272,14 MIL (AGOSTO/2025)
RETRAÇÃO: 36,0%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 123,46 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- 113,89 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 8,4%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 2,47 BILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- R$ 961,70 MILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 156,8%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 16,04 MIL (AGOSTO/2026)
- R$ 8,09 MIL (AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 98,3%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 26,45 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- 37,95 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2025)
RETRAÇÃO: 30,3%
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 533,61 MILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- R$ 323,78 MILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 64,8%
SERVIÇOS
ACUMULADOS DE ADESÕES E NEGÓCIOS CRESCEM EM OITO MESES
Nos oito meses, apesar da retração do tíquete médio de agosto, os acumulados de adesões e de negócios cresceram acima do mesmo período do ano passado. Houve cinco indicadores positivos e um em retração.
Com mais de 42 mil adesões no período, foram realizados mais de R$ 820 milhões em negócios mostrando que as características e as peculiaridades fizeram e fazem a diferença.
A flexibilidade e a multiplicidade de utilizações por ocasião das contemplações são os principais diferenciais do consórcio de serviços que permitem variar os usos dos créditos concedidos.
Os usos de créditos liberados mais praticados pelos consorciados contemplados, segundo recente pesquisa realizada pela ABAC, foram para reformas residenciais; cirurgias plásticas, incluindo lipoaspiração, transplante capilar, entre outros; festas e eventos; turismo e viagens; serviços odontológicos e oftalmológicos; educação; retífica de motores; manutenção e suporte em equipamentos de sistema e informática; manutenção de aquecedores; fretes e serviços automotivos; veterinário; academia; honorários profissionais diversos; entre outros.
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 138,38 MIL (AGOSTO/2026)
- 122,98 MIL (AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 12,5%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 42,53 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- 40,74 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 4,4%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 824,65 MILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- R$ 768,13 MILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 7,4%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 17,47 MIL (AGOSTO/2026)
- R$ 22,01 MIL (AGOSTO/2025)
RETRAÇÃO: 20,6%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE CONTRATAR SERVIÇOS)
- 28,20 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- 24,06 MIL (JANEIRO-AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 17,2%
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 542,95 MILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2026)
- R$ 453,91 MILHÕES (JANEIRO-AGOSTO/2025)
CRESCIMENTO: 19,6%
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NOVO SITE DA ABAC ESTÁ NO AR
Com mais conteúdo e maior facilidade de acesso, o novo site, colocado no ar recentemente, visa atender as necessidades do mercado consorcial ao informar e orientar consumidores sobre o mecanismo. O portal apresenta conteúdo mais completo, atendendo às informações mais procuradas, com visual impactante, atualizado e funcional.
A partir de um design moderno e responsivo, a conexão ao https://abac.org.br permite acessos aos consumidores, público em geral, participantes do Sistema de Consórcios, profissionais, empreendedores, empresários, jornalistas, a obterem dados e orientações navegando de forma simples, ampliando conhecimentos, facilitando análises e decisões.
CARTILHA DIGITAL
A ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios disponibiliza a cartilha digital
Transforme Sonhos em Projetos – Planejamento, Poupança e Crédito Consciente.
Com conteúdo orientando a transformação de sonhos em projetos, a cartilha é baseada na essência da educação financeira, que ensina a gerenciar o dinheiro, planejar e poupar para o futuro, e, inclusive, se proteger contra fraudes.
Para logar a cartilha digital, acesse o site https://abac.org.br
e clique em Blog da ABAC – Educação Financeira.
SABER FINANCEIRO - UM SITE FOCADO EM EDUCAÇÃO FINANCEIRA
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um canal de comunicação para consumidores e investidores financeiros
focado no tema "Educação Financeira".
O site https://saberfinanceiro.org.br - disponibiliza conteúdo exclusivo
sobre o assunto, que possibilita aos interessados testar seus conhecimentos
e melhorar sua compreensão sobre o mercado financeiro.
GUIA CONSÓRCIOS DE A A Z
A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios coloca à disposição o
Guia Consórcios de A a Z. Todas as informações sobre o Sistema de Consórcios, desde a adesão até o encerramento do grupo.
Acesse: https://materiais.abac.org.br/guia-consorcio-de-a-a-z
PROGRAMA DE CERTIFICAÇÃO ABAC - PCA 10
A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios oferece o Programa de Certificação ABAC, destinado aos profissionais de vendas e representantes de administradoras de consórcios, sejam associados ou não à entidade de classe. Trata-se da primeira certificação exclusiva do Sistema de Consórcios, o PCA10.
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