USO DO FGTS NO CONSÓRCIO DE IMÓVEIS MAXIMIZA O PATRIMÔNIO
No último ano, houve crescimento de 32,9% na utilização do FGTS
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) completa 60 anos. Criado em setembro de 1966, pela Lei nº 5.107, ele alia dois objetivos: substituir a antiga estabilidade no emprego por uma reserva financeira em caso de demissão sem justa causa e criar uma fonte de recursos para financiar a construção de moradias.
Passados 43 anos, o uso do saldo do FGTS em consórcios de imóveis foi autorizado, também por meio de lei em 2009, aprovado pelo Conselho Curador do fundo, já em 2010.
Luiz Antonio Barbagallo, economista da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), sintetiza que “o FGTS é um verdadeiro patrimônio do brasileiro”.
Considerando o atual cenário com a Taxa Selic a 14%, não parece sensato deixar o saldo do FGTS em uma aplicação cujo rendimento é 3% ao ano mais a variação da TR, hoje em 2,02%.
Sem boas perspectivas, Barbagallo, recomenda que “diante dos rendimentos obtidos periodicamente nas contas de FGTS, o trabalhador pode buscar alternativas melhores. Ao aderir a uma cota de consórcio de imóveis, por exemplo, e planejar, quando da contemplação, a utilização do saldo disponível seguindo as regras para saque do FGTS, haverá melhora nos ganhos e certamente o trabalhador maximizará o seu patrimônio”.
OPORTUNIDADES DE USO DO FGTS
De acordo com o estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional, mediante publicação do Banco Central do Brasil (BACEN), o limite de avaliação do imóvel para utilização do fundo é de R$ 2,25 milhões.
A multiplicidade de oportunidades viáveis para sacar apresenta quatorze situações:
- Demissão sem justa causa;
- Término do contrato por prazo determinado;
- Rescisão do contrato por extinção da empresa; supressão de parte de suas atividades; fechamento de estabelecimentos; falecimento do empregador individual ou decretação de nulidade do contrato de trabalho;
- Rescisão do contrato por culpa recíproca ou força maior;
- Aposentadoria;
- Necessidade pessoal, urgente e grave, decorrente de desastre natural causado por chuvas ou inundações que tenham atingido a área de residência do trabalhador, quando a situação de emergência ou o estado de calamidade pública for assim reconhecido, por meio de portaria do governo federal;
- Suspensão do trabalho avulso;
- Falecimento do trabalhador;
- Idade igual ou superior a 70 anos;
- Portador de HIV - sida/aids (trabalhador ou dependente);
- Neoplasia maligna (trabalhador ou dependente);
- Estágio terminal em decorrência de doença grave (trabalhador ou dependente);
- Permanência do trabalhador, titular da conta vinculada por 3 (três) anos ininterruptos fora do regime do FGTS com afastamento a partir de 14/07/1990;
- Permanência da conta vinculada por 3 (três) anos ininterruptos sem crédito de depósitos, cujo afastamento do trabalhador tenha ocorrido até 13/07/1990.
Na avaliação das opções, o economista lembra que “todas as regras independem da vontade do trabalhador, que precisa estar em situações específicas para que a utilização do fundo seja permitida”.
A lógica econômica sugere que, ao se ter consciência de o patrimônio estar se desvalorizando ao longo do tempo, procuram-se alternativas para que isso não aconteça.
“A boa notícia é que, ao aderir a uma cota de consórcio de imóveis, o consumidor tem a disposição algumas formas de alavancar o rendimento do seu fundo”, detalha Barbagallo.
A adesão ao consórcio de imóveis também é um investimento. “Portanto, além de ser um patrimônio que se valoriza, pode ser um futuro gerador de renda com locações”.
Ao considerar os objetivos, várias recomendações tornam-se úteis. Desde o investimento em imóveis de pequeno porte, como apartamentos de um ou dois dormitórios, ou mesmo estúdios, cujos aluguéis são mais acessíveis e mais procurados por locadores.
Outra possibilidade é a locação chamada de Short Stay ou aluguel por curtos períodos, para estudantes, por exemplo. Neste caso, ao invés de um inquilino, o proprietário tem um hóspede que não se regula pela lei do inquilinato, não esquecendo sempre que imóveis pequenos e bem localizados são mais fáceis de vender ou locar, terrenos para construção e revenda também são opções”, sugere o economista.
Estes investimentos, feitos por meio do consórcio, podem contar com os recursos do FGTS, ficando a decisão pelo consorciado, que pode usá-los para ofertar lances. “Neste caso, é permitida a utilização de 100% do saldo na conta do fundo”, complementa Barbagallo.
No caso de compra de um imóvel de valor maior, que necessite complementação da carta de crédito, o saldo disponível do FGTS pode ser utilizado para pagamento.
Para os que ainda estão pagando parcelas mensais de sua cota contemplada, é possível amortizar o saldo devedor ou até liquidar a dívida com o grupo, desde que o consorciado já tenha adquirido o imóvel.
O consorciado pode ainda pagar parte das parcelas do seu plano, não ultrapassando o limite de 80% do valor total de cada uma, acrescentadas as penalidades pela inadimplência, no caso de parcelas atrasadas.
O FGTS NO CONSÓRCIO DE IMÓVEIS
Para Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC, “ao gerir suas finanças pessoais, o trabalhador consorciado tem buscado unir o desejo de realização da casa própria com o saldo do FGTS, que pode além de viabilizar o sonho, propiciar um upgrade no imóvel”.
No cenário consorcial, os indicadores do setor imobiliário evidenciam a maturidade do brasileiro em iniciar ou ampliar patrimônio por meio do mecanismo.
Ao longo dos últimos cinco anos, de 2021 a 2025, 18.564 consorciados trabalhadores usufruíram dos benefícios totalizando R$ 1,20 bilhão dos saldos em conta para parcial ou totalmente, pagar parcelas ou quitar débitos, bem como ofertar valores em lances ou complementar créditos.

Somente nos sete primeiros meses deste ano, com 2.795 consorciados trabalhadores, a movimentação de recursos do FGTS atingiu R$ 257,68 milhões, 32,9% acima dos R$ 193,85 milhões em relação ao mesmo período do ano passado.

EM JULHO, PARTICIPANTES DO CONSÓRCIO CRESCEM 11,4% E ATINGEM INÉDITOS 13,41 MILHÕES
Negócios superam R$ 330 bilhões a partir de 3,31 milhões de cotas comercializadas em sete meses
O Sistema de Consórcios registrou 11,4% de crescimento no total de consorciados ativos ao saltar de 12,04 milhões, em julho de 2025, para inéditos 13,41 milhões no mesmo mês deste ano, de acordo com o levantamento feito pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) junto à maioria de suas associadas.
No destaque, o volume alcançado pelo consórcio de imóveis que, a partir de julho, passou a ser o segundo maior setor em participantes ativos, com 3,32 milhões, ultrapassando o consórcio de motocicletas, com 3,25 milhões.
Na comparação entre os acumulados de janeiro a julho de 2026 versus os mesmos sete meses do ano passado, os negócios decorrentes das vendas alcançaram R$ 331,60 bilhões, 22,9% acima dos R$ 269,92 bilhões anteriores.
Também as vendas de cotas avançaram. Enquanto neste período somaram 3,31 milhões de adesões, há doze meses totalizavam 2,88 milhões, anotando avanço de 14,9%.
Ao manter o ritmo de negócios consorciais, o Sistema de Consórcios vem apontando a crescente maturidade do brasileiro na administração de suas finanças pessoais, buscando manter o orçamento mensal pessoal ou familiar equilibrado, por vezes com algum endividamento.
Ao atingir 13,41 milhões de consorciados ativos em julho, constatou-se 63,3% de crescimento sobre os 8,21 milhões anotados desde janeiro de 2022. Nestes quatro anos e meio, foram obtidos 54 recordes consecutivos, com exceção de abril de 2023.
Ainda de janeiro a julho, a somatória de consorciados contemplados, ocasião que os créditos concedidos podem ser transformados em bens e serviços, superou a marca do milhão ao atingir 1,03 milhão, 3,2% maior que os 998,10 mil dos mesmos meses de 2025.
Os decorrentes créditos concedidos alcançaram R$ 74,38 bilhões, potencialmente injetados no mercado interno dos setores, 9,6% superiores aos R$ 67,87 bilhões anteriores.
O tíquete médio de julho apontou R$ 107,82 mil, com retração de 4,2% sobre o do mesmo mês de 2025, quando atingiu R$ 112,52 mil. A redução é justificada pela adesão a créditos menores e comportamento do brasileiro em assumir compromissos capazes de serem cumpridos dentro do orçamento, compatíveis com sua renda.
“O início do segundo semestre do Sistema de Consórcios manteve o mesmo ritmo praticado nos seis primeiros meses do ano. Ficou claro que as perspectivas apontadas em janeiro, especialmente para as adesões, vêm se confirmando. Mesmo com as oscilações da inflação, desaceleração da economia, possíveis influências climáticas, o brasileiro tem procurado conservar equilibrada as finanças pessoais, apesar do alto endividamento familiar, 84,9% entre os que ganhavam três salários mínimos em julho, divulgadas recentemente. Vale destacar que, no sentido inverso, a tendência tem sido a crescente consciência sobre educação financeira que permite projetar otimismo nos consórcios”, detalha Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC.
DETALHES DOS INDICADORES
VENDAS DE COTAS
De janeiro a julho, o destaque nas adesões gerais foi o total atingido no último mês, 487,86 mil, acima da média mensal de comercializações que está em 473 mil em 2026.
Na somatória das vendas, 3,31 milhões de adesões, a distribuição por setor ficou assim: 1,17 milhão em veículos leves; 979,67 mil em imóveis; 896,38 mil em motocicletas; 114,95 mil em eletroeletrônicos; 109,83 mil em veículos pesados, e 38,76 mil em serviços.
Entre os seis segmentos, cinco registraram avanço das vendas: imóveis, com 40,8%; eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, com 15,6%; serviços, com 10,3%; motocicletas, com 8,0%; e veículos leves, com 6,1%. A única retração: veículos pesados, com (-7,2%), contudo, ao longo dos sete meses, observou-se uma recuperação nos desempenhos mensais neste setor, acompanhando paralelamente o mercado de pesados em geral.
CONTEMPLAÇÕES
Os consorciados contemplados por setor ficaram assim distribuídos: 440,07 mil em veículos leves; 391,03 mil em motocicletas; 93,93 mil em imóveis; 56,05 mil em veículos pesados; 24,41 mil de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis; e 24,28 mil em serviços.
PARTICIPANTES ATIVOS
Os percentuais de participações dos consorciados ativos em cada setor estiveram assim divididos: 41,2% nos veículos leves; 24,8% nos imóveis; 24,2% nas motocicletas; 7,0% nos veículos pesados; 1,8% nos eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis; e 1,0% nos serviços.
Em cada segmento, no qual o consórcio está presente, dos 13,41 milhões de participantes ativos, a divisão ficou assim: 5,53 milhões em veículos leves; 3,32 milhões em imóveis; 3,25 milhões em motocicletas; 933,32 mil em veículos pesados; 235,62 mil em eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis; e 126,82 mil em serviços.
TÍQUETE MÉDIO EM CINCO ANOS
Ao analisar o comportamento dos tíquetes nos meses de julho nos intervalos dos últimos cinco anos, verificou-se valorização nominal de 68,8% na evolução dos valores médios registrados. Ao descontar a inflação (IPCA) de 18,6% do período, na relação da diferença de R$ 63,89 mil, de julho de 2022, para R$ 107,82 mil, no mesmo mês de 2026, houve elevação real de 42,3%.
A IMPORTÂNCIA DOS CONSÓRCIOS NA CADEIA PRODUTIVA
Ao longo de seis décadas, o consórcio tem sido a opção mais simples e econômica para o consumidor atingir seus objetivos de consumo, empreendedorismo ou formações e ampliações patrimoniais com planejamento a médio e longo prazos.
No setor dos veículos leves, de janeiro a julho, a potencial presença foi de um a quase cada quatro veículos leves vendidos no país.
Ao participar da programação da produção industrial em diversos segmentos na qual está presente, como no setor de motocicletas, por exemplo, o mecanismo também evoluiu. Nos sete primeiros meses de 2026, as contemplações possibilitaram a potencial aquisição de uma moto a cada três comercializadas no mercado interno.
Entre os veículos pesados, a modalidade sinalizou um a cada três caminhões negociados para ampliação ou renovação de frotas para o setor de transportes, com destaque especial para utilização no agronegócio.
No resumo de janeiro a julho da potencial participação das contemplações do consórcio foram liberados mais de R$ 54,77 bilhões, somente para os veículos automotores. O consórcio atingiu 27,1% de possível presença no setor de automóveis, utilitários e camionetas. No de motocicletas, houve 28,5% de provável participação, e no de veículos pesados, a relação para caminhões foi de 28,0%, no período.
No segmento imobiliário, no primeiro semestre do ano, as contemplações representaram potenciais 25,3% de participação no total de 371,03 mil imóveis financiados, incluindo recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e dos consórcios, potencialmente um imóvel a cada quatro comercializados.
“Importante lembrar que, ao longo dos meses, muitos créditos liberados por ocasião das contemplações no Sistema de Consórcios não são transformados de imediato em bens ou em contratações de serviços”, detalha Rossi. “Há créditos de consorciados contemplados que ainda estão pendentes de utilização em vários segmentos. Por esta razão, divulgamos dois tipos de classificações: primeiro, as estimativas de potenciais transformações dos créditos em bens nos mercados de cada setor e, na sequência, relativas às aquisições efetivamente realizadas”, completa.
PARTICIPAÇÃO DAS AQUISIÇÕES DE VEÍCULOS VIA CONSÓRCIO NAS VENDAS NO MERCADO INTERNO DE JANEIRO A JULHO DE 2026
Ao utilizar os dados divulgados pela B3 de janeiro a julho deste ano, os percentuais de aquisição de veículos automotores realizados via consórcio confirmaram a presença e o gradativo crescimento do mecanismo nas vendas no mercado interno.
A participação dos consórcios, incluindo leves, motos, caminhões, implementos rodoviários e ônibus, considerando os indicativos de novos e seminovos, variaram de 6,4% a 35,3% entre os totais individuais no período. Cada percentual registrou o interesse dos consumidores, pessoas físicas e jurídicas, pela modalidade como forma de usufruir das características básicas como parcelas acessíveis, não cobrança de juros, prazos longos, poder de compra à vista, isento de cobranças retroativas e de IOF, entre outros.
No segmento de veículos leves, observou-se que, do total geral, 8,7% foram realizados com créditos concedidos por contemplações, enquanto 91,3% originaram-se dos financiamentos.
Na divisão entre novos e usados, verificou-se que 10,3% dos veículos zero km foram comercializados via consórcio enquanto 89,7% foram por financiamentos. Nos seminovos, houve 8,3% pelo consórcio e 91,7% por financiamentos.
No segmento das duas rodas, observou-se que, do volume comercializado no mercado nacional, 27,6% foram utilizados a partir de créditos concedidos por consórcio, e 72,4% provenientes de financiamentos.
Ao separar em novas e usadas, 35,3% foram registrados nas motos zero via consórcio e 64,7% foram por financiamentos. Nas seminovas, houve 6,4% pela modalidade consorcial e 93,6% por financiamentos.
No segmento dos veículos pesados, os caminhões mostraram que, do total vendido internamente, 11,6% foram com uso de créditos liberados por consórcio e 88,4% procedentes de financiamentos.
Na separação entre novos e usados, houve 9,1% de caminhões zero comercializados via consórcio e 90,9% por financiamentos. Os seminovos somaram 13,3% via Sistema de Consórcios, enquanto 86,7% foram por financiamentos.
Ainda em veículos pesados, os implementos rodoviários totalizaram 21,3% de vendas pelo consórcio e 78,7% resultante de outras linhas de crédito, no mercado interno.
Na análise entre novos e usados, houve 20,1% de semirreboques zero comercializados via consórcio e 79,9% pelos vários tipos de financiamentos. Paralelamente, os seminovos atingiram 22,5% pelas contemplações e 77,5% por empréstimos variados.
Ainda em veículos pesados, os ônibus totalizaram 10,5% de vendas pelo consórcio e 89,5% foram resultantes de outras linhas de crédito, no mercado interno.
Na análise entre novos e usados, houve 8,7% de ônibus zero emplacados via consórcio e 91,3% pelos vários tipos de financiamentos. Paralelamente, os seminovos atingiram 11,2% pelas contemplações e 88,8% por empréstimos variados.
O CONSÓRCIO E A ECONOMIA NACIONAL
O consórcio está atualmente presente em praticamente todos os principais segmentos da economia brasileira. Desde o início até hoje tem sua importância no de veículos leves. Depois, ainda em automotores, vieram as motocicletas e veículos pesados, os imóveis, serviços e eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis.
Ano após ano, vem expandindo seu market share no mercado financeiro. Uma forte característica do mecanismo é não gerar inflação e proporcionar a concretização de inúmeros objetivos e alavancar a produção industrial.
Com esse cenário, o consórcio tem influenciado mais fortemente, inclusive provocando mudanças de hábitos do consumidor especialmente na gestão de finanças pessoais. Como decorrência, entre os principais fatores para adesão à modalidade está a renda do brasileiro. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a renda média mensal real do trabalhador brasileiro, no final do semestre, atingiu R$ 3.738,00, considerando todas as fontes de renda.
Em paralelo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), aumentou 0,07% em julho, acumulando 4,44% nos últimos doze meses, mantendo-se dentro da faixa de tolerância do teto estabelecido pelo Banco Central. A principal influência para essa baixa foi a pressão do grupo alimentação e do vestuário. O de Habitação puxou para cima ao lado da energia elétrica.
Ao analisar o cenário nacional, Rossi destacou que “as constantes performances positivas do Sistema de Consórcios, apontadas pelos indicadores geral e setoriais, são resultados das atitudes dos brasileiros, cujo comportamento em finanças pessoais, pensa e planeja o futuro, valendo-se de pesquisas e comparações, para optar por uma ou outra modalidade, em muitas oportunidades aderindo ao consórcio”.
O SISTEMA DE CONSÓRCIOS NA DÉCADA, DE 2017 A 2026
Em meses de julho, nos últimos dez anos, o total de 13,41 milhões de participantes ativos de 2026 ultrapassou as somas contabilizadas de 2017 até 2025, apontando novo recorde e registrando crescimento de 94,3% no período.
Na década, houve ainda volume inédito nas vendas de cotas em 2026, somente nos acumulados dos meses de janeiro a julho. O recorde de 3,31 milhões de adesões foi alcançado no deste ano, no período de 2017 a 2026. Foi registrado crescimento de 162,3%.
No total de consorciados contemplados, considerando somente as somatórias dos sete meses nos últimos dez anos, a marca de 1,03 milhão de 2026 ficou em primeiro lugar, a melhor da década. No período, houve crescimento de 45,4%.
NÚMEROS DO SISTEMA DE CONSÓRCIOS
ESTIMATIVAS SEGUNDO A ASSESSORIA ECONÔMICA DA ABAC
RESUMO DOS INDICADORES - GERAL E SETORIAIS
O SISTEMA DE CONSÓRCIOS - GERAL
Em julho, ao iniciar o segundo semestre do ano, o Sistema de Consórcios voltou a registrar marca inédita na história ao chegar a 13,41 milhões. O balanço estimativo de janeiro a julho foi preparado considerando a avaliação de dados fornecidos pela maioria significativa das associadas da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), preparado pela assessoria econômica da entidade.
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS EM GRUPOS EM ANDAMENTO)
- 13,41 MILHÕES (JULHO/2026)
- 12,04 MILHÕES (JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 11,4%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 3,31 MILHÕES (JANEIRO-JULHO/2026)
- 2,88 MILHÕES (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 14,9%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS
- R$ 331,60 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2026)
- R$ 269,92 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 22,9%
TÍQUETE MÉDIO (VALOR MÉDIO DA COTA NO MÊS)
- R$ 107,82 MIL (JULHO/2026)
- R$ 112,52 MIL (JULHO/2025)
RETRAÇÃO: 4,2%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 1,03 MILHÃO (JANEIRO-JULHO/2026)
- 998,10 MIL (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 3,2%
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS
- R$ 74,38 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2026)
- R$ 67,87 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 9,6%
Com a divulgação do PIB brasileiro de 2024 que alcançou R$ 11,7 trilhões, a participação dos R$ 719,0 bilhões dos ativos administrados no Sistema de Consórcios, em 2024, atingiu 6,1%, crescendo 0,8 ponto percentual sobre a de 2023.
ATIVOS ADMINISTRADOS*
- R$ 719 BILHÕES (DEZEMBRO/2024)
- R$ 574 BILHÕES (DEZEMBRO/2023)
CRESCIMENTO: 25,3%
Ainda em 2024, o Patrimônio Líquido Ajustado (PLA) do Sistema de Consórcios alcançou R$ 20,92 bilhões, 8,6% maior que os R$ 19,27 bilhões obtidos em 2023, proporcionando maior segurança.
PATRIMÔNIO LÍQUIDO AJUSTADO*
- R$ 20,92 BILHÕES (DEZEMBRO/2024)
- R$ 19,27 BILHÕES (DEZEMBRO/2023)
CRESCIMENTO: 8,6%
PARTICIPAÇÃO NO PIB DE 2024
6,1% - Calculado com base no valor de R$ 719 bilhões (Ativos Administrados de dez/24).
TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES PAGOS*
- R$ 3,48 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2024)
- R$ 2,84 BILHÕES (JANEIRO-DEZEMBRO/2023)
CRESCIMENTO: 22,5%
Fontes:
*) Banco Central do Brasil
**) ABAC
O SISTEMA DE CONSÓRCIOS - SETORES
VEÍCULOS AUTOMOTORES EM GERAL (LEVES, PESADOS E MOTOS)
SEGUNDO SEMESTRE COMEÇA COM AVANÇOS NOS INDICADORES
As vendas de cotas nos grupos de consórcio de automotores, que inclui veículos leves, motocicletas e veículos pesados, anotaram avanço no acumulado de janeiro a julho. Em paralelo, os demais quatro indicadores também aumentaram. O andamento dos negócios apresentou bons desempenhos sinalizando expectativas positivas até o final do semestre.
Os créditos concedidos no Sistema de Consórcios no total entre financiamentos, leasing e consórcios do setor automotivo, divulgado pelo Banco Central do Brasil, apresentou retração de 0,9 ponto percentual, diminuindo de 25,3%, de janeiro a maio de 2025, para 24,4%, no mesmo período deste ano.
Dos 9,72 milhões de consorciados ativos em veículos automotores, 57,0% participaram dos grupos de veículos leves, 33,4% nos de motocicletas e 9,6% nos de veículos pesados.
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 9,72 MILHÕES (JULHO/2026)
- 9,18 MILHÕES (JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 5,9%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 2,18 MILHÃO (JANEIRO-JULHO/2026)
- 2,05 MILHÃO (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 6,3%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 133,39 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2026)
- R$ 121,88 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 9,4%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM POSSIBILIDADE DE COMPRAR BENS)
- 887,15 MIL (JANEIRO-JULHO/2026)
- 864,22 MIL (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 2,7%
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 54,77 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2026)
- R$ 50,55 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 8,3%
PARTICIPAÇÃO DOS CONSÓRCIOS EM CRÉDITOS CONCEDIDOS
PERCENTUAL DO TOTAL INCLUINDO FINANCIAMENTO*, LEASING* E CONSÓRCIO**
24,4% (JAN-JUN/2026) - R$ 47,32 BILHÕES SOBRE R$ 193,88 BILHÕES
25,3% (JAN-JUN/2025) - R$ 43,17 BILHÕES SOBRE R$ 170,61 BILHÕES
Fontes:
*) Banco Central do Brasil
**) ABAC
VEÍCULOS LEVES (AUTOMÓVEIS, CAMIONETAS, UTILITÁRIOS)
VENDAS ULTRAPASSAM A MARCA DO UM MILHÃO COTAS, DE JANEIRO A JULHO
O consórcio de veículos leves, maior setor em volume de consorciados ativos no Sistema, superou a marca do milhão de adesões na somatória de janeiro a julho gerando mais de R$ 87 bilhões em negócios nos sete primeiros meses do ano.
Tivemos ainda aumento de participantes ativos. Foram 7,8% de avanço entre os 5,13 milhões de julho de 2025 para 5,54 milhões do mesmo mês deste ano. Também os demais indicadores registraram altas.
Trata-se de setor que inclui automóveis, camionetas e utilitários, cujos resultados, nestes sete primeiros meses, já apontam boas perspectivas para o semestre em andamento.
As pouco mais de 440 mil contemplações em veículos leves injetaram potencialmente créditos no mercado que propiciaram 27,1% de participação nas comercializações internas, cujo total chegou a 1,62 milhão de unidades. Portanto, um veículo a quase quatro vendidos, considerada a divulgação da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 5,54 MILHÕES (JULHO/2026)
- 5,13 MILHÕES (JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 8,0%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 1,17 MILHÃO (JANEIRO-JULHO/2026)
- 1,10 MILHÃO (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 6,4%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 87,20 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2026)
- R$ 76,76 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 13,6%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 77,18 MIL (JULHO/2026)
- R$ 73,92 MIL (JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 4,4%
CONTEMPLAÇÕES* (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 440,07 MIL (JANEIRO-JULHO/2026)
- 432,46 MIL (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 1,8%
* EM RAZÃO DE PARCERIA ENTRE ABAC E B3, ESTE INDICADOR PODERÁ SER DESDOBRADO POR REGIÕES E POR ALGUNS ESTADOS, BASEADO NAS UTILIZAÇÕES DOS CRÉDITOS NO PERÍODO MENCIONADO.
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 32,77 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2026)
- R$ 30,11 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 8,8%
MOTOCICLETAS
ACUMULADOS NAS VENDAS DE COTAS E NEGÓCIOS AUMENTAM 8,0% E 8,7% RESPECTIVAMENTE EM SETE MESES
Ao iniciar o mês de julho, o primeiro do segundo semestre, o consórcio de motocicletas, terceiro maior setor em número de participantes ativos, assinalou aumento em cinco de seis indicadores. Os destaques positivos foram as vendas de cotas e os créditos comercializados, que cresceram 8,0% e 8,7%, respectivamente.
Mesmo crescendo 4,5%, os participantes ativos que atingiram 3,25 milhões em julho deste ano, foi ultrapassado pelos do consórcio de imóveis, com 3,32 milhões de consorciados.
Importante destaque foi o total de R$ 8,35 bilhões em créditos concedidos de janeiro a julho, injetados potencialmente no mercado, contribuindo para o crescimento setorial.
As pouco mais de 390 mil contemplações, de janeiro a julho, equivaleram a potencial compra de 28,5% do mercado interno, que totalizou 1,37 milhão de unidades comercializadas, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O percentual correspondeu a uma moto a cada três vendidas no país.
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 3,32 MILHÕES (JULHO/2026)
- 3,11 MILHÕES (JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 6,8%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 896,38 MIL (JANEIRO-JULHO/2026)
- 829,97 MIL (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 8,0%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 19,16 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2026)
- R$ 17,62 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 8,7%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 21,67 MIL (JULHO/2026)
- R$ 24,79 MIL (JULHO/2025)
RETRAÇÃO: 12,6%
CONTEMPLAÇÕES* (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 391,03 MIL (JANEIRO-JULHO/2026)
- 376,93 MIL (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 3,7%
* EM RAZÃO DE PARCERIA ENTRE ABAC E B3, ESTE INDICADOR PODERÁ SER DESDOBRADO POR REGIÕES E POR ALGUNS ESTADOS, BASEADO NAS UTILIZAÇÕES DOS CRÉDITOS NO PERÍODO MENCIONADO.
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 8,35 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2026)
- R$ 7,93 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 5,3%
VEÍCULOS PESADOS (CAMINHÕES, ÔNIBUS, SEMIRREBOQUES, TRATORES, IMPLEMENTOS)
MAIS DE R$ 13,60 MILHÕES SÃO INJETADOS POTENCIALMENTE NO MERCADO INTERNO, EM SETE MESES
De janeiro a julho, os indicadores do setor de veículos pesados sinalizaram oscilações. Enquanto o de participantes ativos manteve-se estável, os de tíquete médio, vendas de cotas e negócios, apresentaram retração. Paralelamente, contemplações e créditos concedidos anotaram crescimentos.
Tais situações retratam o momento do mercado de pesados, incluindo máquinas agrícolas, caminhões e outros bens, porém, mês após mês, já há demonstrações que, gradativamente, os Pesados vêm indicando recuperação.
Nos resultados mensais, as adesões, com média de 15,69 mil/mês, evidenciam perspectiva de estabilidade em relação ao ano passado.
O setor de Veículos Pesados reúne estimativamente 51,0% de consorciados de máquinas agrícolas, 41,0% de caminhões e 8,0% de implementos rodoviários e agrícolas, aeronaves, embarcações, ônibus entre outros.
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 933,32 MIL (JULHO/2026)
- 939,99 MIL (JULHO/2025)
ESTÁVEL
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 109,83 MIL (JANEIRO-JULHO/2026)
- 118,37 MIL (JANEIRO-JULHO/2025)
RETRAÇÃO: 7,2%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 27,03 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2026)
- R$ 27,50 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2025)
RETRAÇÃO: 1,7%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 245,80 MIL (JULHO/2026)
- R$ 257,85 MIL (JULHO/2025)
RETRAÇÃO: 4,7%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 56,05 MIL (JANEIRO-JULHO/2026)
- 54,83 MIL (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 2,2%
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 13,64 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2026)
- R$ 12,51 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 9,0%
VEÍCULOS PESADOS (MÁQUINAS AGRÍCOLAS)
BALANÇO ESTIMADO DOS 51% RELATIVOS A MÁQUINAS AGRÍCOLAS
Os resultados apresentados refletem somente a proporção de 51,0% de participação dos consorciados de máquinas agrícolas no total dos Veículos Pesados. Desta forma, os dados dos sete meses a seguir retratam somente os indicadores de vendas, volume de negócios, contemplações, créditos concedidos e participantes ativos em crescimento ou em retração. O tíquete médio foi mantido.
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 475,99 MIL (JULHO/2026)
- 479,39 MIL (JULHO/2025)
ESTÁVEL
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 56,01 MIL (JANEIRO-JULHO/2026)
- 60,37 MIL (JANEIRO-JULHO/2025)
RETRAÇÃO: 7,2%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 13,79 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2026)
- R$ 14,03 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2025)
RETRAÇÃO: 1,7%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 245,80 MIL (JULHO/2026)
- R$ 257,85 MIL (JULHO/2025)
RETRAÇÃO: 4,7%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 28,59 MIL (JANEIRO-JULHO/2026)
- 27,96 MIL (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 2,3%
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 6,96 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2026)
- R$ 6,38 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 9,1%
VEÍCULOS PESADOS (CAMINHÕES)
BALANÇO ESTIMADO DOS 41,0% RELATIVOS A CAMINHÕES
Os resultados apresentados refletem somente a proporção de 41,0% de participação dos consorciados de caminhões no total dos Veículos Pesados. Desta forma, os dados dos sete meses a seguir retratam somente os indicadores de vendas, volume de negócios, contemplações, créditos concedidos e participantes ativos em crescimento ou em retração. O tíquete médio foi mantido.
As 22,98 mil contemplações só de caminhões, relativas aos 41,0% dos Veículos Pesados, acontecidas de janeiro a julho, corresponderam a potencial compra de 28,0% do mercado interno que, quando somadas às 59,23 mil divulgadas pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), totalizaram 82,11 mil unidades vendidas. O percentual equivaleria a um caminhão a cada três comercializados no país.
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 382,66 MIL (JULHO/2026)
- 385,40 MIL (JULHO/2025)
ESTÁVEL
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 45,03 MIL (JANEIRO-JULHO/2026)
- 48,53 MIL (JANEIRO-JULHO/2025)
RETRAÇÃO: 7,2%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 11,08 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2026)
- R$ 11,28 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2025)
RETRAÇÃO: 1,8%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 245,80 MIL (JULHO/2026)
- R$ 257,85 MIL (JULHO/2025)
RETRAÇÃO: 4,7%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 22,98 MIL (JANEIRO-JULHO/2026)
- 22,48 MIL (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 2,2%
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 5,59 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2026)
- R$ 5,13 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 9,0%
VEÍCULOS PESADOS (DEMAIS BENS)
BALANÇO ESTIMADO DOS 8,0% RELATIVOS A OUTROS BENS COMO IMPLEMENTOS RODOVIÁRIOS E AGRÍCOLAS, ÔNIBUS, EMBARCAÇÕES E AERONAVES
Os resultados apresentados refletem somente a proporção de 8,0% de participação dos consorciados de ônibus, aeronaves, embarcações, implementos rodoviários e agrícolas, entre outros, no total dos Veículos Pesados. Desta forma, os dados dos sete meses a seguir retratam somente os indicadores de vendas, volume de negócios, contemplações, créditos concedidos e participantes ativos em crescimento ou em retração. O tíquete médio foi mantido.
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 74,67 MIL (JULHO/2026)
- 75,20 MIL (JULHO/2025)
ESTÁVEL
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 8,79 MIL (JANEIRO-JULHO/2026)
- 9,47 MIL (JANEIRO-JULHO/2025)
RETRAÇÃO: 7,2%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 2,16 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2026)
- R$ 2,20 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2025)
RETRAÇÃO: 1,8%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 245,80 MIL (JULHO/2026)
- R$ 257,85 MIL (JULHO/2025)
RETRAÇÃO: 4,7%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 4,48 MIL (JANEIRO-JULHO/2026)
- 4,39 MIL (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 2,1%
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 1,91 BILHÃO (JANEIRO-JULHO/2026)
- R$ 1,00 BILHÃO (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 9,1%
IMÓVEIS
COM 3,32 MILHÕES DE CONSORCIADOS ATIVOS, SEGMENTO OCUPA SEGUNDO LUGAR NO SISTEMA DE CONSÓRCIOS, EM JULHO
Ao atingir 3,32 milhões de participantes ativos, o consórcio de imóveis conquistou o segundo lugar em número de consorciados no Sistema de Consórcios. Com esse volume, registrou 35,5% de aumento no total de julho. Também os acumulados de vendas de cotas, negócios, contemplações e créditos concedidos apresentaram avanços nos sete primeiros meses, tornando-se um dos mais procurados atualmente.
Paralelamente, observou-se que o tíquete médio anotou retração de 17,3% no período, justificada pela contratação de créditos menores adequados aos orçamentos visando cumprimento dos compromissos.
As 93,93 mil contemplações, ocorridas nos sete meses, se destacaram no total setorial. A possível injeção financeira, nesses meses, foi de R$ 18,64 bilhões. Os resultados apontaram potencial participação de 25,3% da modalidade no total de 371,03 mil imóveis financiados no período, incluindo os consórcios, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
UTILIZAÇÃO DO FGTS NO CONSÓRCIO DE IMÓVEIS – JANEIRO-JULHO DE 2026
Na soma de janeiro a julho deste ano, houve 2.795 consorciados-trabalhadores, participantes dos grupos de consórcios de imóveis, que utilizaram parcial ou totalmente seus saldos nas contas do FGTS para pagar parcelas, ou quitar débitos, bem como ofertar valores em lances ou complementar créditos, totalizando R$ 257,68 milhões, de acordo com o Gepas/Caixa.
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 3,32 MILHÕES (JULHO/2026)
- 2,45 MILHÕES (JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 35,5%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 979,67 MIL (JANEIRO-JULHO/2026)
- 695,89 MIL (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 40,8%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 195,11 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2026)
- R$ 146,56 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 33,1%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 223,32 MIL (JULHO/2026)
- R$ 270,12 MIL (JULHO/2025)
RETRAÇÃO: 17,3%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 93,93 MIL (JANEIRO-JULHO/2026)
- 79,57 MIL (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 18,0%
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 18,64 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2026)
- R$ 16,65 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 12,0%
ELETROELETRÔNICOS E OUTROS BENS MÓVEIS DURÁVEIS
TÍQUETE MÉDIO CRESCE MAIS DE 300% E CRÉDITOS CONCEDIDOS CRAVAM R$ 500 MILHÕES POTENCIALMENTE INJETADOS NO MERCADO
No início do segundo semestre do ano, o consórcio de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis registrou 15,6% de aumento nas vendas de cotas, gerando crescimento de 175,7% nos negócios, considerado 305,2% de avanço no tíquete médio de julho.
Mesmo com quatro bons resultados, houve duas retrações na somatória de consorciados contemplados, de janeiro a julho, e no total de participantes ativos do sétimo mês.
O consórcio de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis vem se atualizando com presença de novos produtos, especialmente aqueles que agregam inovações tecnológicas aliados ao desejo do consumidor de renovar ou modernizar seus eletrônicos e mobiliários.
Ao longo dos sete meses, a continuidade dos negócios com tíquete médio mensal elevado assinalou o interesse dos consorciados por cotas de telefones celulares, televisores e outros tipos de bens móveis e duráveis disponíveis.
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 235,62 MIL (JULHO/2026)
- 285,30 MIL (JULHO/2025)
RETRAÇÃO: 17,4%
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 114,95 MIL (JANEIRO-JULHO/2026)
- 99,47 MIL (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 15,6%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 2,33 BILHÕES (JANEIRO-JULHO/2026)
- R$ 845,18 MILHÕES (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 175,7%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 24,27 MIL (JULHO/2026)
- R$ 5,99 MIL (JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 305,2%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
- 24,41 MIL (JANEIRO-JULHO/2026)
- 33,27 MIL (JANEIRO-JULHO/2025)
RETRAÇÃO: 26,6%
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 500,83 MILHÕES (JANEIRO-JULHO/2026)
- R$ 285,98 MILHÕES (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 75,1%
SERVIÇOS
VENDAS DE COTAS REGISTRAM ALTA 10,3% EM SETE MESES
Nos sete primeiros meses, o ritmo de vendas de cotas manteve-se em alta nos negócios apoiado nas vendas de cotas, apesar da retração do tíquete médio mensal, comparado ao mesmo período do ano passado. Houve crescimento em quatro dos seis indicadores, ficando um estável e um com redução.
Com mais de 38 mil adesões no período, foram realizados quase R$ 760 milhões em negócios mostrando que as características e as peculiaridades fizeram e fazem a diferença.
A flexibilidade e a multiplicidade de utilizações por ocasião das contemplações são os principais diferenciais do consórcio de serviços que permitem variar os usos dos créditos concedidos.
Os usos de créditos liberados mais praticados pelos consorciados contemplados, segundo recente pesquisa realizada pela ABAC, foram para reformas residenciais; cirurgias plásticas, incluindo lipoaspiração, transplante capilar, entre outros; festas e eventos; turismo e viagens; serviços odontológicos e oftalmológicos; educação; retífica de motores; manutenção e suporte em equipamentos de sistema e informática; manutenção de aquecedores; fretes e serviços automotivos; veterinário; academia; honorários profissionais diversos; entre outros.
PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
- 126,82 MIL (JULHO/2026)
- 125,69 MIL (JULHO/2025)
ESTÁVEL
VENDAS DE COTAS (ADESÕES)
- 38,76 MIL (JANEIRO-JULHO/2026)
- 35,15 MIL (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 10,3%
VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 758,67 MILHÕES (JANEIRO-JULHO/2026)
- R$ 645,06 MILHÕES (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 17,6%
TÍQUETE MÉDIO DO MÊS (VALOR MÉDIO DA COTA)
- R$ 16,32 MIL (JULHO/2026)
- R$ 19,51 MIL (JULHO/2025)
RETRAÇÃO: 16,4%
CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE CONTRATAR SERVIÇOS)
- 24,28 MIL (JANEIRO-JULHO/2026)
- 21,05 MIL (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 15,3%
VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
- R$ 474,42 MILHÕES (JANEIRO-JULHO/2026)
- R$ 387,53 MILHÕES (JANEIRO-JULHO/2025)
CRESCIMENTO: 22,4%
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NOVO SITE DA ABAC ESTÁ NO AR
Com mais conteúdo e maior facilidade de acesso, o novo site, colocado no ar recentemente, visa atender as necessidades do mercado consorcial ao informar e orientar consumidores sobre o mecanismo. O portal apresenta conteúdo mais completo, atendendo às informações mais procuradas, com visual impactante, atualizado e funcional.
A partir de um design moderno e responsivo, a conexão ao https://abac.org.br permite acessos aos consumidores, público em geral, participantes do Sistema de Consórcios, profissionais, empreendedores, empresários, jornalistas, a obterem dados e orientações navegando de forma simples, ampliando conhecimentos, facilitando análises e decisões.
CARTILHA DIGITAL
A ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios disponibiliza a cartilha digital
Transforme Sonhos em Projetos – Planejamento, Poupança e Crédito Consciente.
Com conteúdo orientando a transformação de sonhos em projetos, a cartilha é baseada na essência da educação financeira, que ensina a gerenciar o dinheiro, planejar e poupar para o futuro, e, inclusive, se proteger contra fraudes.
Para logar a cartilha digital, acesse o site https://abac.org.br
e clique em Blog da ABAC – Educação Financeira.
SABER FINANCEIRO - UM SITE FOCADO EM EDUCAÇÃO FINANCEIRA
A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios disponibiliza
um canal de comunicação para consumidores e investidores financeiros
focado no tema "Educação Financeira".
O site https://saberfinanceiro.org.br - disponibiliza conteúdo exclusivo
sobre o assunto, que possibilita aos interessados testar seus conhecimentos
e melhorar sua compreensão sobre o mercado financeiro.
GUIA CONSÓRCIOS DE A A Z
A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios coloca à disposição o
Guia Consórcios de A a Z. Todas as informações sobre o Sistema de Consórcios, desde a adesão até o encerramento do grupo.
Acesse: https://materiais.abac.org.br/guia-consorcio-de-a-a-z
PROGRAMA DE CERTIFICAÇÃO ABAC - PCA 10
A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios oferece o Programa de Certificação ABAC, destinado aos profissionais de vendas e representantes de administradoras de consórcios, sejam associadas ou não à entidade de classe. Trata-se da primeira certificação exclusiva do Sistema de Consórcios, o PCA10.
Saiba mais em https://certificacaoabac.org.br.
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