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ABAC NEWS 63 - ABR/2009

Pesquisa revelou as razões do crescimento dos consórcios

No estudo solicitado pela ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios à Quorum Brasil, os dados revelaram que o brasileiro, participante do Sistema de Consórcios, o considera como forma de poupança e de formação de patrimônio. Pelo grau de satisfação dos atuais e pelas expectativas dos potenciais consorciados, o trabalho apresenta uma evolução sobre os resultados apontados em 2006, quando do primeiro levantamento.

Realizado no primeiro bimestre deste ano, o levantamento incluiu 654 entrevistados, consorciados de grupos em andamento, distribuídos em São Paulo, Porto Alegre e Salvador, e divididos por produtos objetivados para compra, sendo 50,4% contemplados e 49,6% não contemplados.

Entre as diversas perguntas formuladas, a que questionava sobre “o que vem à sua cabeça quando é mencionada a palavra Consórcio”, registrou-se 23% de afirmações sobre ser um investimento em longo prazo. Some-se ainda mais 29% de indicações como uma forma de adquirir um bem. Para Rodolfo Montosa, ex-presidente nacional da ABAC, “em ambas, há demonstrações de confiança, de credibilidade e de poupança. Esta, aliás, foi isoladamente apontada por 7%”. Em uma comparação com os resultados de 2006, a pesquisa deste ano mostrou 73% de citações positivas contra 63% anteriores.

Ao serem perguntados se “consórcio era um bem de futuro”, entendendo-se como investimentos que ajudam as pessoas a planejar seu futuro, os clientes deram uma nota média de 8,67 (2009) contra 6,91 (2006) anteriores. Ao relacionar outras formas de investimentos, observou-se uma nota superior para os imóveis (9,37) e notas inferiores para previdência privada (7,59), aplicação financeira (7,06), poupança tradicional (7,05) e ações (6,35). Nos potenciais clientes houve indicativos de crescimento. Enquanto em 2006 a nota média era de 5,14, neste ano ela subiu para 6,91.

Houve ainda mudança no comportamento do público potencial sobre intenção de compra de uma cota de consórcio. Em 2006, a nota média foi de 4,16 e, em 2009, a nota subiu para 6,21. Entre as razões apontadas para essa evolução de 49,2% estão as parcelas mais acessíveis (25%), juros mais baixos (17%), rapidez na entrega do bem (7%) e preço final mais baixo (5%).

“As razões do crescimento do Sistema de Consórcios nos últimos anos, especialmente nos últimos seis meses, quando a crise internacional afetou todos os segmentos”, explica Montosa, “justificam-se por esses dados e por outros como a fidelidade de muitos participantes e o grau de satisfação que bateu 60% em 2009, superando os 48% de 2006. Um fato que confirma o consórcio como opção para melhor adquirir um bem, como forma de poupar e formar patrimônio, com custos baixos em relação aos demais mecanismos disponíveis”, completa.

Mulheres e jovens compram mais

Denominado como “Estudo de Cenários e Oportunidades”, a Quorum Brasil ouviu pessoas das classes A, B, C e D, entre as quais o consórcio esteve mais presente nas três primeiras com destaque para a B. As mulheres, que já tinham forte participação nos automóveis (44% dos clientes), continuaram ampliando seu espaço especialmente nos setores de eletroeletrônicos (49%) e imóveis (40%).

Entre 2006 e 2009, foi notada uma elevação de presença dos jovens nos mercados de automóveis (21%), imóveis (15%) e eletroeletrônicos (29%). “Esse crescimento significativo na faixa etária de 20 a 29 anos demonstra a influência dos pais e projeta a potencialização da recompra, correspondendo a uma fidelização ao Sistema, já existente atualmente em outras idades”, finaliza o ex-presidente nacional da ABAC.

Diversas administradoras têm repassado as conclusões desse trabalho para seus colaboradores, mostrando que o mercado está aquecido e que as informações podem orientar na concretização de novas vendas e na ampliação dos relacionamentos.


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